Tumulto na matrícula de alunos em Belém

A matrícula na rede pública de ensino do Pará virou caso de polícia. Cerca de 2 mil estudantes, acompanhados de seus pais, invadiram nesta manhã as instalações do Departamento de Educação Especial, ligado à Secretaria Estadual de Educação (Seduc), em busca de informações sobre a exclusão de seus nomes do listão de matrícula. Em meio ao tumulto, portas foram arrombadas e pessoas, pisoteadas. A Polícia Militar foi chamada, mas não conseguiu impedir o protesto, que estendeu-se à avenida Almirante Barroso, a principal da cidade. As quatro pistas foram fechadas pela multidão, provocando um engarrafamento de 10 km. "Isso é um desrespeito da Seduc para com quem quer apenas garantir sua vaga na escola", afirmou a dona de casa Orlandina Farias de Souza, que tentava saber porque os nomes de suas duas filhas não aparecia entre os matriculados. A secretária de Educação, Isabel Amazonas, culpou "forças políticas" pelo tumulto, referindo-se à Comissão de Bairros de Belém (CBB), entidade apontada como ligada ao Partidos dos Trabalhadores. Amazonas acusou também os alunos de não saberem preencher corretamente os formulários de matrícula. "Ninguém ficará sem estudar", prometeu a secretária, confirmando para amanhã o início do ano letivo. A direção da CBB rebateu a acusação de Amazonas, afirmando que a revolta dos alunos foi contra a "incompetência da Seduc".

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