Tumulto entre sindicalistas e servidores marca audiência

De um lado, apoiadores de Augusto Carvalho, que derrubou o imposto; de outro, aliados de Paulinho

O Estadao de S.Paulo

02 de novembro de 2007 | 00h00

Um tumulto entre sindicalistas e pouco mais de 20 funcionários públicos federais que apóiam a emenda do deputado Augusto Carvalho (PPS-DF), que torna facultativa a cobrança de imposto sindical direto do salário dos trabalhadores, marcou a audiência pública sobre o tema ontem no Senado. O evento reuniu parlamentares e representantes das principais centrais sindicais do País.Sindicalistas lotaram o auditório Petrônio Portella para protestar contra a emenda de Carvalho e assegurar que ela seja derrubada no Senado. A expectativa é que o projeto que derruba a obrigatoriedade do imposto sindical seja votado na próxima quarta-feira nas três comissões em que tramita (de Assuntos Sociais, de Assuntos Econômicos e a de Constituição e Justiça), e depois siga para apreciação pelo plenário.O clima esquentou quando Augusto Carvalho defendia sozinho a emenda de sua autoria e começou a ser hostilizado por sindicalistas, ligados a diferentes centrais, entre elas a Força Sindical, do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho. Acusado de "farsante" pelos presentes, Carvalho continuou a tentar discursar.Em seguida, Paulinho começou a criticar a emenda do colega da Câmara e foi vaiado pelos poucos servidores que apoiavam a proposta de Carvalho. Apesar de pouco numeroso, os servidores federais que foram à audiência para apoiar a emenda do deputado eram bastante barulhentos. Irritado, Paulinho foi para cima dos críticos e chegou a agredir Dalton Bittencourt, um dos funcionários do Ministério do Planejamento. "Lava essa boca imunda para falar do Paulinho", apoiou um aliado do deputado, que é presidente da Força Sindical. GRUPO BARULHENTOOs apoiadores de Carvalho começaram, então, a revidar e Paulinho voltou para a mesa. Mesmo assim, o sindicalista continuava provocando o deputado do PPS."O deputado (Augusto Carvalho) pode mandar os seguranças dele embora. Ninguém vai bater nele aqui", ironizou o presidente da Força. Depois, Paulinho assegurou que só tinha avançado nos servidores federais porque um deles colocou o pé em seu caminho quando tentava ir ao banheiro.

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