Tumulto em protesto deixa 12 feridos no RS

Tumulto se tornou o ato final de uma série de atividades da CUT e coordenação dos movimentos sociais

Elder Ogliari, de O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2008 | 20h17

Um confronto entre um pelotão com cerca de 350 soldados da Brigada Militar (a polícia militar do Rio Grande do Sul) e 1,5 mil participantes da Marcha dos Sem, uma das atividades do Dia Internacional por Soberania Alimentar, deixou 11 manifestantes e um policial feridos na tarde desta quinta-feira, em Porto Alegre. Todos foram atendidos no Hospital de Pronto-Socorro, onde receberam curativos, e liberados. O tumulto se tornou o ato final de uma série de atividades programadas pela Coordenação dos Movimentos Sociais e Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (CUT/RS) para evidenciar a data. Durante a manhã, cerca de 200 manifestantes acusaram as empresas transnacionais de serem responsáveis pelo aumento dos preços dos alimentos diante de uma loja da rede de supermercados Nacional, controlada pela Wall-Mart, no bairro Cidade Baixa. Um grupo de 15 policiais ficou diante do supermercado, que fechou suas portas até o grupo se afastar. Depois do protesto, os manifestantes seguiram para um seminário que reuniu mil pessoas para debater a produção de alimentos e a criminalização do movimento social pelo Ministério Público, Judiciário e Brigada Militar. No início tarde, os participantes do encontro se deslocaram a pé pelas ruas centrais da cidade e se juntaram a um grupo de professores para encerrar as atividades com um ato público diante do Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, a quem acusam de reprimir o movimento social. Os manifestantes já eram esperados pela Brigada Militar, que permitiu o acesso de todos à Praça Marechal Deodoro, mas impediu que o caminhão de som avançasse para a posição desejada pelos organizadores do protesto. A discussão sobre a localização do caminhão evoluiu para a troca de empurrões e para um tumulto, no qual os policiais militares dispararam balas de borracha e detonaram bombas de efeito moral. A maioria dos feridos sofreu escoriações decorrentes de quedas, pisoteio, estilhaços e golpes de cassetetes.

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