Tumulto em caminhada de Serra no RJ foi organizado por agentes da saúde

Ao saberem da visita do tucano, agentes improvisaram cartazes para protestar contra o candidato

Luciana Nunes Leal, de O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2010 | 15h26

RIO - O agente de saúde José Ribamar de Lima, diretor do Sindicato de Agentes de Combate à Endemias, disse que viu "ontem à noite na internet" a informação de que o candidato do PSDB José Serra faria campanha no calçadão de Campo Grande, zona oeste, e organizou, com outros companheiros uma manifestação para protestar contra a presença do tucano.

 

Segundo Ribamar, cartazes que chamavam Serra de "presidengue" e "o pior ministro da Saúde" foram improvisados na manhã desta quarta-feira. Segundo o sindicalista, "por coincidência", os agentes de saúde encontraram com militantes petistas que panfletavam para a candidata Dilma Rousseff. O encontro de cabos eleitorais de Serra com os petistas provocou uma briga generalizada no calçadão e o próprio candidato foi atingido na cabeça. A assessoria de Serra disse que ele foi ferido por uma bandeira, mas o pastor evangélico Paulo César Gomes, que ajudou a fazer um cordão de proteção a Serra, garantiu ter visto que o tucano foi atingido por um rolo de papelão grosso usado para enrolar adesivos de campanha.

 

"Nós vimos a agenda do Serra na internet. Ele demitiu mais de cinco mil agentes de saúde e é o culpado pelas vítimas da dengue. Nos sentimos na obrigação de denunciar um ministro que diz ser o melhor do País. Mas os cabos eleitorais deles nos receberam com essa violência", afirmou Ribamar, que continuava no calçadão depois do tumulto, ao lado de alguns colegas que exibiam uma faixa "Serrapresidengue". Ainda no começo da confusão, Serra considerou que este foi um momento mais tenso da campanha de rua.

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