Tumor de Lula não apareceu em tomografia, diz médico

Uma tomografia no tórax realizada ontem não constatou a presença do tumor na laringe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, diagnosticado no ano passado. De acordo com os médicos Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, responsáveis pelo tratamento do ex-presidente, o exame não é conclusivo sobre o desaparecimento do tumor, mas o resultado foi considerado excelente.

FERNANDA GUIMARÃES, Agência Estado

12 de fevereiro de 2012 | 14h17

Em entrevista coletiva realizada a pedido de Lula, os médicos ressaltaram que os exames não foram feitos com o objetivo de visualizar o tumor e sim para verificar se o ex-presidente estava com inflação nos pulmões, o que também não foi constatado. "Na tomografia se tem a oportunidade de visualizar a garganta e vimos uma resposta muito boa, mas o exame que vai determinar se houve uma eliminação completa do tumor só será realizado em quatro a seis semanas", afirmou o médico oncologista, Paulo Hoff. Segundo ele, o exame apropriado para esse objetivo é uma endoscopia, que será realizada após o fim do tratamento de radioterapia, ao qual o ex-presidente vem sendo submetido. "O exame foi muito favorável, mas não foi feito nesse sentido", destacou.

O médico de Lula afirmou que a endoscopia não pode ser feita antes exatamente por conta da inflação da garganta, um dos sintomas do tratamento. A inflação foi o motivo da internação de Lula ontem. Ele estava fraco e com forte tosse. A decisão de interná-lo foi tomada por precaução, já que no hospital o monitoramento da evolução do estado de saúde de Lula é mais preciso. "Esse tipo de reação não só era esperado, mas no caso do ex-presidente essa reação está sendo até mais leve do que costuma ser e isso nos deixa muito felizes. Esse tipo de impacto é absolutamente normal", afirmou o oncologista Artur Katz. De acordo com a equipe, a inflação que Lula enfrenta poderá aumentar, antes que comece a ceder.

Hoff disse que Lula está "animado e confiante no tratamento". Os médicos afirmaram que ainda não há previsão de alta e que o ex-presidente será avaliado diariamente. Segundo eles, o cronograma do tratamento não sofreu qualquer alteração. Lula deve retomar a radioterapia amanhã, conforme previsto no cronograma, e deve encerrar até o final da semana o total planejado de 33 sessões. "Nós estamos no 42 minutos do segundo tempo e o jogo está a nosso favor. Precisamos continuar jogando para continuar a vencer", disse Katz.

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