Ricardo Stuckert/Divulgação
Ricardo Stuckert/Divulgação

Tumor de Lula é de média agressividade, dizem médicos

Resultado da biópsia indica que caso de ex-presidente é do tipo mais comum de câncer na laringe; primeira sessão de quimioterapia será nesta segunda

Gustavo Uribe, da Agência Estado

31 de outubro de 2011 | 11h52

O resultado da biópsia indicou que o tumor diagnosticado na laringe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é localizado, pertence ao tipo mais comum e pode ser considerado como de agressividade média, com grandes chances de cura. A informação foi dada nesta segunda-feira, 31, pela equipe médica do Hospital Sírio-Libanês, onde será feito o tratamento.

O oncologista Paulo Hoff, um dos membros da equipe, ressaltou, que o risco de o tratamento, que inclui quimioterapia e radioterapia, deixar sequelas na voz é mínimo, já que o tumor não comprometeu as cordas vocais do ex-presidente. "O tratamento com quimioterapia e radioterapia pode deixar uma pequena alteração na voz, mas, dando tudo certo, seria uma alteração mínima e não haveria nenhum impacto nas atividades normais de nosso paciente", afirmou. Para evitar riscos, ele será acompanhado por uma equipe de fonoaudiólogos.

A primeira sessão de quimioterapia será realizada nesta tarde e Lula deve deixar o hospital na terça-feira, 1º de novembro. O ex-presidente está acompanhado da mulher, Marisa Letícia, e, segundo os médicos, está tranquilo e confiante com o tratamento.

A expectativa é que a presidente Dilma Rousseff o visite no início da noite. A assessoria de Lula informou que desde sábado, quando foi diagnosticada a doença, ele recebeu ligações de amigos e autoridades, dentre elas dos presidentes da Venezuela, Hugo Chaves, de Cuba, Raul Castro, e da Argentina, Cristina Kirchner.

Tratamento. De acordo com a equipe médica, o tratamento de quimioterapia e radioterapia deverá terminar em fevereiro. O ex-presidente, segundo os médicos, será submetido a três sessões de quimioterapia, com intervalo de 21 dias entre elas. A previsão de início da radioterapia é em janeiro. "A discussão sobre o que vai acontecer no ano que vem ainda não se sabe", afirmou o oncologista Paulo Hoff.

A equipe médica ressaltou que apenas em 40 dias será possível saber se o tratamento a que Lula será submetido é o mais adequado. Entretanto, a avaliação inicial é de que os atuais procedimentos são os mais recomendados para este caso. O cirurgião Luiz Paulo Kowalski destacou que a quimioterapia e a radioterapia apresentam o mesmo potencial de cura que a cirurgia. Com esses procedimentos, o cabelo do ex-presidente deve cair.

Atualizado às 12h29

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