Tuma vai a Maceió ouvir Lyra

Na reunião, amanhã, ele pretende checar afirmações sobre laranjas

Rosa Costa e Ana Paula Scinocca, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2015 | 00h00

O corregedor-geral do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), marcou para amanhã encontro com o ex-deputado João Lyra (PTB-AL) em Maceió, para ouvi-lo sobre a sociedade em duas emissoras de rádio que ele afirma ter mantido com o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Tuma explicou que a intenção é fazer uma investigação prévia sobre a afirmação de Lyra de que foi "a pedido de Calheiros" que registrou as emissoras em nome de laranjas."Será uma investigação preliminar. Lyra disse que está disposto a colaborar, porque sabe da necessidade de apuração do episódio." Para Tuma, mesmo que Lyra não tenha documentos, pode apresentar "indícios" que orientem a investigação.No Conselho de Ética, Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS) recusaram o convite do presidente, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), para acumular a relatoria da denúncia de que Renan teria favorecido a cervejaria Schincariol. Com Almeida Lima (PMDB-SE), eles já estão encarregados de relatar a representação, que acusa o presidente do Senado de ter contas pessoais pagas por Cláudio Gontijo, lobista da empreiteira Mendes Júnior. O conselho suspendeu o trabalho enquanto espera a perícia da Polícia Federal nos documentos sobre venda de gado que Renan entregou como prova de que teve rendimento de R$1,9 milhão em quatro anos e não precisaria ter contas pagas por Gontijo. A PF ficou de entregar a avaliação amanhã, mas é certo que não conseguiu confirmar a veracidade das transações.PERÍCIAOntem o Supremo Tribunal Federal (STF) requisitou cópia da perícia. Com isso, o documento servirá também como prova no inquérito criminal aberto há dez dias contra Renan, a pedido da Procuradoria-Geral da República.No inquérito, que tem como relator o ministro Ricardo Lewandowski, o Ministério Público pede que sejam investigadas suspeitas de enriquecimento ilícito, uso de documentos falsos, prevaricação e crimes financeiros. O senador garante inocência.Integrantes do PSOL fizeram ontem uma manifestação diante do Congresso pelo afastamento do presidente do Senado. No gramado diante da Casa, colocaram a inscrição "Fora Renan".

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