Tuma quer candidatar-se ao governo de SP

Depois de ter encabeçado a primeira chapa majoritária do PFL paulista nas eleições municipais, o senador Romeu Tuma (PFL-SP) coloca-se à disposição do partido para voltar a inaugurar uma candidatura pefelista ao governo do Estado em 2002. "Do meu lado, a disposição de concorrer ao governo de São Paulo é total", declarou à reportagem, colocando a reeleição ao Senado em segundo plano. Dentro do partido, o senador é considerado o principal nome para encabeçar uma chapa pefelista. "Ele é o que tem maior densidade de votos", afirma o diretor da executiva nacional do PFL, Saulo Queiroz.O presidente estadual da legenda, Cláudio Lembo, reafirma a vantagem: "De acordo com a pesquisas, Romeu Tuma é a opção mais forte que temos hoje." Outros nomes cogitados são os deputados Gilberto Kassab (SP) e Marcos Cintra (SP), e o empresário Guilherme Afif Domingos, candidato à presidência em 1989. O PFL não planeja realizar prévias. A escolha do futuro candidato partirá de uma decisão interna. Na última eleição municipal, Tuma ficou em quarto lugar, com 11,42% dos votos válidos. Foi a primeira vez em que o PFL saiu com candidato próprio no Estado. "A minha participação foi muito positiva", avalia o senador. "Enfrentei vários obstáculos, com o apoio só do PMDB." O objetivo do partido é consolidar um espaço próprio no Estado. "O PFL precisa se fortalecer em São Paulo para voar mais alto", afirma Saulo Queiroz. Segundo o deputado Kassab, secretário nacional do PFL, a legenda deve definir, dentro de 40 dias, se enfrentará a sucessão estadual com candidatura própria ou por meio de uma coligação. "A princípio, sustentamos a candidatura própria, mas podemos optar por uma coligação para preservar a administração de São Paulo", afirma Cláudio Lembo.Nesse caso, acrescenta, a preferência seria do PSDB. "Temos a figura exemplar do governador Geraldo Alckmin." Lembo confessa, entretanto, que tem conversado com o PMDB do ex-governador Orestes Quércia. "Acho até que podemos dialogar mais", afirma, a despeito dos desentendimentos ocorridos entre as duas legendas a nível nacional.

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