Tuma pede ajuda à PF para localizar 'sócio' de Renan

João Lyra confessou a sociedade com o senador na compra de uma emissora de rádio e um jornal, em Alagoas

13 de agosto de 2007 | 18h49

O corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM), vai pedir auxílio da Polícia Federal para localizar o usineiro João Lyra. Ele  será convidado a esclarecer como foi montada sua sociedade secreta com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na compra de uma emissora de rádio e um jornal, em Alagoas.   Veja também: Cronologia do caso Renan     Veja especial sobre o caso Renan    Segundo a rádio CBN, Lyra será convidado e não convocado pela Corregedoria do Senado, que não tem essa autoridade. Mas o convite ainda não foi feito pois o suposto 'sócio' de Renan não foi encontrado.    A confirmação do negócio, feita por Lyra em entrevista à revista Veja, piorou a situação de Renan, preocupou o Planalto e fez aumentar o coro dos que pregam sua renúncia. Agora, em mais uma tentativa de fechar o cerco, a oposição também quer que o Conselho de Ética convoque o usineiro para depor.   "Vou entrar em contato com João Lyra para ouvi-lo e investigar essa história. Os indícios são graves e é preciso saber se existiu algum contrato de gaveta", afirmou Tuma. Lyra disse à Veja que Renan comprou a JR Radiodifusão em sociedade com ele, em 1999, investindo R$ 1,3 milhão no negócio. O usineiro contou que, como o senador não podia aparecer, registrou a empresa em nome de dois "laranjas": Renan Calheiros Filho, o Renanzinho, e Tito Uchôa, seu primo. A sociedade secreta teria durado de 1999 a 2005. Hoje, o usineiro e o senador são adversários políticos. Renan nega as acusações e diz estar sendo vítima de uma "campanha eleitoral" sem provas. Para Renato Casagrande (PSB-ES), Lyra terá de ser chamado ao Conselho de Ética assim que for nomeado o relator da nova representação protocolada contra o presidente do Senado.

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