Ed Fedeira/AE
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Tuma Júnior marca entrevista e depois se nega a dar explicações

Numa rápida declaração à imprensa, Tuma Júnior disse que ainda não teve acesso à investigação da PF

Leandro Colon/ BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

05 Maio 2010 | 18h12

Depois de a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça anunciar uma entrevista coletiva, o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, afirmou que não daria explicações sobre sua suposta ligação com a máfia chinesa, conforme reportagem publicada no Estado de S.Paulo desta quara-feira, 5. Numa rápida declaração à imprensa, Tuma Júnior disse que ainda não teve acesso à investigação da Polícia Federal que mostra a relação dele com um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo, Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li. "Não tive acesso. Mas prometo falar assim que tiver".  

 

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A entrevista foi prometida e anunciada pela assessoria de imprensa durante todo o dia. Após mais de cinco horas de espera por parte dos jornalistas, Tuma Júnior anunciou a desistência. Mais cedo, ao Estado de S.Paulo, ele disse que não era dono do cargo que ocupa. "O cargo não é meu", afirmou, minimizando as acusações. "Eu não fiz nada".

 

Tuma Júnior almoçou com o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, durante reunião convocada às pressas para discutir o seu suposto envolvimento com Paulo Li.

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