André Dusek/AE
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Tuma Filho discute permanência no cargo com ministro da Justiça

Interceptação de gravações telefônicas e mensagens eletrônicas aponta contato frequente com Li Kwok Kwen, também conhecido como Paulo Li

Rodrigo Rangel e Leandro Colon, de O Estado de S.Paulo

05 Maio 2010 | 13h03

O secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, está reunido neste momento com o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, para discutir seu futuro. A reunião não estava agendada e, segundo a assessoria do secretário, ele deve dar uma entrevista coletiva à tarde. No caminho para o gabinete do ministro, Tuma negou que pretende entregar o cargo. "Absolutamente", afirmou. "O cargo não é meu", completou. Questionado sobre sua relação com o suposto chefe da máfia chinesa em São Paulo, Li Kwok Kwen. "Eu não sou racista", disse o secretário. "Eu não fiz nada." 

 

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Gravações telefônicas e e-mails interceptados pela Polícia Federal (PF) durante investigação sobre contrabando ligam o secretário nacional de Justiça, ao principal alvo da operação, Li Kwok Kwen, apontado como um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo. A relação de Tuma Júnior com Kwen, também conhecido como Paulo Li, foi mapeada ao longo dos seis meses da investigação que deu origem à Operação Wei Jin, deflagrada em setembro de 2009.

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