Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Tuma é reeleito para comando da Câmara Municipal de São Paulo

Vereador tucano é ligado a pautas evangélicas e um dos principais articuladores do prefeito Bruno Covas na Casa

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2019 | 20h04

O atual presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Eduardo Tuma (PSDB), foi reeleito ao cargo na manhã deste domingo, 15. Ele era candidato único ao posto e foi eleito com 49 votos, com apoio de bancadas aliadas e das de oposição. 

O vereador é ligado a pautas evangélicas e da segurança pública, e é um dos principais articuladores do prefeito Bruno Covas (PSDB) no Legislativo. Ele permanecerá no posto sob a perspectiva de assumir a prefeitura caso um eventual pedido de licença seja solicitado pelo prefeito da cidade, Bruno Covas (PSDB), que não tem vice-prefeito (ele foi vice de João Doria, do mesmo partido, que deixou o posto para concorrer e vencer disputa pelo governo do Estado). Covas se trata de um câncer no sistema digestivo e está internado no Hospital Sírio-Libanês.

“A não indicação de outro candidato mostra que esta Casa tem trabalho em sinergia”, disse Tuma, logo após a vitória, em um discurso que não abordou eventual mudança no Palácio Anchieta, sede da Prefeitura. 

Segundo aliados, o planejamento do novo presidente é buscar uma saída para poder se candidatar a vereador no ano que vem, mesmo que ele tenha de assumir a Prefeitura provisoriamente – se tiver de assumir a Prefeitura, não poderia, segundo a legislação eleitoral, se candidatar ao cargo de vereador, apenas a prefeito. 

Tuma teve como fiador o vereador Milton Leite (DEM), ex-presidente da Câmara, que foi eleito como primeiro vice-presidente da Casa, também como candidato único.

Disputa culmina em racha interno do PT

A única disputa na eleição culminou num racha interno no PT, partido que tem direito à primeira secretaria da Câmara. O PT indicou dois nomes para o posto: Paulo Reis e Alessandro Guedes – este último foi o eleito, com 34 votos.

O racha veio de uma disputa entre dois grupos internos da sigla petista, o Novo Rumo (do qual Reis fazia parte) e o Construindo um Novo Brasil (CNB), do qual faz parte o pré-candidato à Prefeitura Jilmar Tatto, criticado por Reis. O vereador disse que a “dinastia Tatto” e a “disputa da Prefeitura em 2020” estavam “prejudicando” a eleição. 

Os dois grupos tinham quatro vereadores cada. Mas, neste ano, o Novo Rumo perdeu dois para o adversário, e não houve acordo para indicação de um só nome. Guedes citou “intransigência” de parte dos colegas e lamentou que Reis havia levado o tema ao plenário. 

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