Tuma diz que nem ´descarrego´ aliviaria crises no Senado

´Com todo respeito ao espiritismo, nem 10 chefes de terreiro, sendo três da Bahia, seriam capazes de fazer um descarrego nesta Casa, diz corregedor do Senado

Ana Paula Scinocca, do Estadão

13 de julho de 2007 | 14h24

Em meio à crise que atinge o Senado e o seu presidente, Renan Calheiros (PMDB-AL), o corregedor da Casa, Romeu Tuma (DEM-SP), recorreu nesta sexta-feira, 13, ao exoterismo para mostrar a gravidade da situação que atinge a instituição. Do plenário, Tuma comparou: "Com todo respeito ao espiritismo, nem 10 chefes de terreiro, sendo três da Bahia, seriam capazes de fazer um descarrego nesta Casa." Tuma condenou o que qualificou de procrastinação e de manobras políticas que estariam cercando a investigação do processo no Conselho de Ética contra o presidente do Senado. A solução certamente será amarga, mas necessária. Quanto mais rapidamente ela vier, melhor será para todos, até mesmo para o presidente da Casa", disse.Para Tuma, essa demora em levar o processo à sua conclusão vem frustrando os senadores e toda a sociedade brasileira.Na quinta-feira, Renan fez mais uma manobra para arrastar o processo. Ele adiou para terça-feira, véspera do recesso, o envio para a Polícia Federal dos documentos de sua defesa para que seja ampliada a perícia. Com a decisão, Renan rompeu acordo firmado um dia antes para que a Mesa Diretora - a quem caberia formalizar o pedido à PF - se reunisse na quinta-feira, 12.Às vésperas do recesso parlamentar, o Senado está às moscas nesta sexta. Renan está em São Paulo, onde pela manhã visitou, acompanhado do senador José Sarney (PMDB-MA), o também senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), que está internado no Instituto do Coração.(Com Agência Senado)

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