Tuma diz que não vai se afastar da corregedoria do Senado

Ex-diretor de RH insinuou que o senador teria participado de supostas irregularidades praticadas por Maia

Agência Brasil

05 de maio de 2009 | 13h30

O corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), disse que não se afastará do cargo por causa das declarações à revista Época do ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi, insinuando que ele e o senador Efraim Moraes (DEM-PB) teriam participado de supostas irregularidades praticadas pelo ex-diretor-geral Agaciel Maia. Os dois senadores comandaram a 1º Secretaria, que é responsável pela gestão administrativa do Senado e a quem Agaciel Maia era subordinado.

 

Tuma esteve no gabinete do presidente José Sarney (PMDB-AP) para uma conversa. Ele negou, entretanto, que tenha tratado de qualquer assunto referente às repercussões das denúncias de irregularidades administrativas no Senado, especialmente as apresentadas por Zoghbi.

 

"Não estou me metendo na outra investigação de denúncia (de que Zoghbi se beneficiou de contratos assinados com bancos que atuam na concessão de empréstimos consignados a servidores). Quem está cuidando é o Heráclito Fortes (DEM-PI), que é o 1º secretário", disse Tuma.

 

Alguns parlamentares, como o senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), defenderam ontem (4) que Tuma se afastasse temporariamente do cargo por causa da entrevista concedida pelo ex-diretor do Senado. Tuma disse que tudo não passou de um engano e que conversou com o senador peemedebista sobre o assunto.

 

"Não vou sair (do cargo de corregedor), expliquei para ele (Garibaldi Alves), que me disse que iria tentar corrigir as declarações mas a entrevista já tinha ido ao ar", disse Romeu Tuma. O petebista saiu em defesa do Interlegis, órgão do Senado no qual, segundo Zoghbi, o filho do parlamentar, Robson Tuma, teria tentado "forçar uma situação", mas foi "neutralizado" por Agaciel, o que teria abalado a relação com Sarney.

 

"Acho um absurdo acusar o Interlegis de qualquer irregularidade por tudo que representa e pelo contrato que é feito com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento)", afirmou o corregedor. Acrescentou que não tem o que explicar e que não deve nada. "Dizer que virei inimigo do presidente Sarney por causa de uma briga com o Agaciel é uma mentira deslavada."

 

Pouco antes de Tuma chegar na presidência do Senado, Sarney havia chamado Heráclito Fortes para uma conversa. Essa reunião foi adiada para a tarde desta terça-feira, uma vez que, além de Tuma, outros senadores chegaram no gabinete de Sarney.

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