Tuma defende FHC de críticas de ACM

O corregedor-geral do Senado, Romeu Tuma (PFL-SP), disse nesta segunda-feira não entender as acusações que o ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) tem feito contra o presidente Fernando Henrique Cardoso."Politicamente, é fácil falar, mas, juridicamente, há uma série de trâmites que precisam ser cumpridos, e absolutamente nada do que tem sido levantado deixou de ser apurado pelo governo", disse o senador paulista, ao chegar nesta tarde ao encontro promovido pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) para debater o efeito do racionamento de energia elétrica no setor. Segundo ele, todas as acusações apresentadas por ACM são investigadas pela Polícia Federal (PF)."O governo não tem como punir e também não manda prender quem é corrupto. Para cada caso há um inquérito da PF, que investiga e encaminha as conclusões para o Ministério Público (MP). Portanto, o governo vem cumprindo sua função", defendeu. O senador também criticou as declarações do colega de partido feitas neste domingo ao jornalista Boris Casoy, durante o programa "Passando a Limpo", na Rede Record de Televisão, em que o ex-senador baiano afirmou que foi Fernando Henrique quem pediu ao PFL, em 1998, que formasse chapa com o ex-prefeito Paulo Maluf (PPB), na disputa contra o ex-governador de São Paulo Mário Covas pelo governo do Estado. "Acho que, nesses casos, o silêncio é a melhor coisa. Se a participação era o correto para a direção do partido, e ele compactuou com isso, não há o que ser dito", avaliou Tuma, afirmando que a direção pefelista não o informou da decisão de apoiar Maluf."Na época, sofri um infarto e fiquei distanciado, mas ninguém da direção do partido nunca me disse de qualquer participação do presidente Fernando Henrique na formação daquela chapa", afirmou. O corregedor-geral do Senado informou que a investigação da PF sobre outras fraudes que possam ter acontecido no painel da Casa, além da que divulgou a votação do processo de cassação do ex-senador Luiz Estevão (PMDB-DF), deve ser concluída dentro de 15 dias. "Queremos a perícia completa para que ninguém possa fazer a exploração política de algo incerto. Não queremos mais fofocas sobre esse caso", afirmou. Tuma também se disse contrário à instauração da comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a possibilidade de apagão, proposta pelas legendas de oposição para averiguar os motivos que levaram o País a não contar com os investimentos necessários no setor elétrico e, por isso, ter de enfrentar o racionamento de energia. "CPI para investigar o quê? As autoridades federais estão informando tudo o que foi feito e o que é preciso fazer para superar essa fase difícil. Não há nada para ser investigado", disse.

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