Tuma defende acareação para esclarecer divergências

O senador Romeu Tuma (PFL-SP), corregedor-geral do Senado, chegou por volta das 9 horas da manhã deste sábado ao Armazém 30 do porto de Santos. Tuma, que participará da cerimônia de transferência do Porta-Aviões "São Paulo", falou sobre o andamento dos depoimentos dos senadores envolvidos na fraude do painel de votação do Senado. "Ficou caracterizada a necessidade de uma acareação. Após os depoimentos, há divergências. E para apurar a responsabilidade de cada um dos envolvidos é necessário a acareação", afirmou ele.Tuma disse que não é favorável à acareação de três pessoas, no caso os senadores Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e José Roberto Arruda (sem partido-DF), e a ex-diretora do Prodasen Regina Célia Borges. "Acho melhor fazer dois a dois e depois confrontar os depoimentos", afirmou. Tuma evitou falar sobre a punição máxima, a cassação do mandato dos senadores. "Não dá para antecipar a tendência do Senado sem a apuração do conjunto dos fatos", disse. Segundo ele, o Senado está passando hoje por um processo de "angústia". Romeu Tuma disse ainda que não tomará a iniciativa de comentar com o presidente Fernando Henrique Cardoso, que também participará da cerimônia a bordo do porta-aviões, a investigação que está sendo conduzida pela corregedoria do Senado. "Se Fernando Henrique perguntar eu falo", disse. Tuma destacou que o processo de apuração ainda está em andamento, o que impede que se antecipe a punição que será adotada. Ele admite que a mentira é quebra de decoro parlamentar, mas ressalta que a cassação é uma das punições.Apesar de evitar se manifestar sobre a tendência do Senado - se favorável à cassação dos mandatos dos senadores ACM e Arruda ou outro tipo de punição mais branda -, Tuma garantiu que o episódio não vai terminar em pizza. "Absolutamente, não vai acabar em pizza pelas divergências das discussões", afirmou.

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