Tuma analisa situação de Roriz em conjunto com MP

O TRE transferiu para o MP apuração de possível suborno a juízes no caso Roriz

Agencia Estado

03 de julho de 2007 | 15h40

O corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), afirmou em entrevista à imprensa nesta terça-feira, 3, que está analisando junto com o Ministério Público do Distrito Federal as provas contra o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF).Roriz é acusado de negociar a partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Tarcísio Franklin de Moura .Segundo informações da Agência Senado, Tuma explicou que também vai procurar esclarecer por que o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, que na última segunda-feira, abriu procedimento administrativo contra o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), deu prazo de 20 dias corridos - contados do recebimento da notificação, encaminhada nesta segunda-feira, 2 - para Roriz apresentar explicações sobre o caso. Investigação Na última segunda, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal, Otávio Augusto Barbosa, deixou para o Ministério Público Federal a decisão de investigar ou não se o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) pagou propina a integrantes do tribunal para absolvê-lo de uma acusação de propaganda ilegal na campanha passada. Em nota divulgada, Barbosa promete punição rigorosa, se forem "efetivamente verificados desvios de conduta" de juízes, mas não anuncia nenhum procedimento interno de apuração.Em outubro, Roriz foi absolvido por 4 votos a 2 no TRE, depois que José Luiz da Cunha Filho, mudou o voto e rejeitou a acusação. Segundo a revista Veja, Roriz teria usado parte dos R$ 2,2 milhões emprestados do empresário Nenê Constantino para pagar o suborno.

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