Tucanos tentam contornar crise com Tasso

Os senadores do PSDB no Congresso realizaram hoje, sem sucesso, diversas reuniões para tentar debelar a crise surgida com a insatisfação do governador do Ceará, Tasso Jereissati, com a composição da mesa diretora do Senado. O líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF) e o senador Geraldo Melo (PSDB-RN) conversaram longamente com os senadores do PSDB cearense, Lúcio Alcântara e Luiz Pontes. Em seguida encontraram-se com o presidente do PSDB, Teotônio Vilela. Mas ainda não há solução a vista para o problema. A crise é conseqüência, em primeiro plano, de uma disputa no Ceará, entre o líder do partido no Senado, Sérgio Machado, e o senador Lúcio Alcântara, aliado de Jereissati. Em segundo plano, reflete a disputa entre os dois principais candidatos do PSDB à presidência da República em 2002: o ministro da Saúde, José Serra, e Jereissati. A expectativa no partido era de que Alcântara fosse indicado para primeira vice-presidência do Senado ou para a primeira-secretaria. Mas, ao contrário do esperado, Machado e Teotônio Vilela lhe ofereceram apenas a segunda-secretaria, que foi recusada. A gota d?água veio em seguida, quando Machado apresentou à mesa do Senado abaixo-assinado com 12 assinaturas, apoiando sua recondução à liderança do partido. O gesto surpreendeu seus adversários, que teriam sido convencidos pelo Palácio do Planalto a não realizar eleições de líderes até a próxima semana. Diante da suspeita de que Machado teria manobrado para consolidar sua candidatura ao governo do Ceará, ao mesmo tempo em que reduzia o espaço de Jereissati, em favor de José Serra, o grupo do governador rebelou-se. Há agora no partido até o temor de que Jereissati passe a apoiar a candidatura de Ciro Gomes à presidência da República.

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