Tucanos se previnem contra ascensão de Mercadante

Tucanos ligados à campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) passaram a admitir, reservadamente, um possível crescimento do petista Aloizio Mercadante nas pesquisas, o que aumentaria a probabilidade de segundo turno na disputa pelo governo de São Paulo.

AE, Agência Estado

26 de agosto de 2010 | 11h47

Nos programas de rádio e TV, o PT tem se utilizado de mensagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para alavancar a candidatura de Mercadante. Nas ruas, com agenda turbinada no Estado, Lula pediu a criação de "fatos políticos" para que o petista cresça e vá para o segundo turno.

Oficialmente, os tucanos têm afirmado que as incursões de Lula na propaganda eleitoral de Mercadante são "o retrato da falta de discurso e de propostas" do candidato do PT. E que o presidente tenta passar uma "senha" ao propor, em eventos públicos, a criação de "fatos políticos".

"Quando Lula diz isso, ele está dando senha para os aloprados de São Paulo produzirem dossiês", acusou o deputado José Aníbal (PSDB), coordenador do programa de governo de Alckmin, em referência ao escândalo que abateu a campanha petista em 2006.

Contudo, apesar de minimizar a movimentação petista, o clima no partido, segundo outro tucano, é de cautela. Em avaliações internas, o patamar de votos de Alckmin pode até se manter, mas a probabilidade de crescimento de Mercadante é considerada alta.

"Nós trabalhamos com a hipótese de que o PT tem um porcentual no Estado de São Paulo maior do que aquele que vem sendo apresentado pelo Mercadante", observou o presidente do PSDB paulista, deputado Mendes Thame. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.