Tucanos refutam palanque duplo em SP

Dirigentes do PSDB reagem à afirmação do presidente do PSB paulista, Márcio França, que elegeu o mineiro Aécio Neves como principal adversário de Eduardo Campos

Pedro Venceslau , O Estado de S. Paulo

15 de outubro de 2013 | 22h30

Dirigentes do PSDB em Minas e São Paulo reagiram, nesta terça-feira, 15, às declarações do presidente do PSB paulista, Márcio França, que, em entrevista publicada na edição desta segunda no Estado, defendeu aliança com o governador Geraldo Alckmin e a formação de palanque duplo para Aécio Neves e Eduardo Campos em São Paulo.

A opinião do residente do PSB em SP também está em desacordo aos planos dos integrantes da Rede Sustentabilidade, que tentam viabilizar candidatura própria em São Paulo.

"É uma nota desafinada na orquestra", comentou o presidente do PSDB mineiro e um dos principais aliados de Aécio Neves, Marcus Pestana. "Fiquei profundamente decepcionado. Me diziam que ele era um político habilidoso", disse.

Na opinião de Pestana, Márcio França estaria demonstrando a fragilidade do PSB em São Paulo ao comentar, durante a entrevista, que o partido poderia receber os apoios do presidente do PSD, o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e do provável candidato ao governo do estado pelo PMDB, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. "Parece que está leiloando o apoio do PSB", disse.

Segundo ele, França elege equivocadamente Aécio como principal adversário de Campos. "Geraldo é um grande parceiro do Aécio".

O secretário de Energia de SP e um dos principais dirigentes do PSDB no Estado, José Aníbal, fez coro a Pestana. Ele também discorda da visão  de França, de que Aecio seria o principal adversário de Campos. "Se for aí não vai dar certo. Nosso principal adversario é o governo Dilma. Esse pragmatismo fragiliza a oposição. Ele que brigue com a Rede, não conosco".

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