Tucanos pró-Kassab tentarão derrubar Alckmin em junho

Tucanos a favor da aliança com o DEM dizem já ter apoio de 500 delegados na convenção

AE, Agencia Estado

07 de maio de 2008 | 09h14

A ala dos tucanos contrária ao lançamento da pré-candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à Prefeitura de São Paulo vai tentar reverter na convenção do partido, em junho, o resultado da reunião de anteontem que oficializou o nome do ex-governador à sucessão municipal. ?Faremos o que vínhamos anunciando desde o início que é ir para a disputa em convenção com a apresentação de uma outra proposta?, afirmou o secretário de Esportes do município, Walter Feldman - principal defensor da candidatura à reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM).Os tucanos pró-Kassab vão propor que na convenção sejam colocados em votação o apoio à aliança com o DEM e a desistência da candidatura própria com Alckmin. Os kassabistas dizem já ter o apoio de cerca de 500 dos 1.228 delegados com direito a voto na convenção. O grupo, capitaneado por vereadores e secretários tucanos com cargos no governo Kassab, sustenta que a reunião de anteontem não tinha legitimidade para deliberar sobre a candidatura do ex-governador, mas apenas para discutir a sucessão. ?O que o presidente Lobo fez foi apenas uma manifestação política tendo como platéia o Diretório Municipal?, criticou Feldman, em referência a José Henrique Lobo. Ontem o governador José Serra (PSDB) evitou falar sobre o lançamento do nome de Alckmin pelo Diretório Municipal, mas sugeriu que a decisão não se tratava de uma medida conclusiva. Ao lado de Serra, Kassab foi mais explícito e disse que até as convenções não há nada definido sobre candidaturas. ?Independentemente da questão de lançamento de candidaturas, qualquer que seja o partido, até as convenções temos tempo para que haja um esforço para manutenção dessa aliança?, afirmou o prefeito.Acusado por tucanos pró-Kassab de empreender um projeto pessoal ao lançar-se para a disputa municipal, Alckmin fez questão de dizer ontem que a decisão do Diretório Municipal traduziu a vontade da base do partido. ?O presidente do partido fez um trabalho de ouvir a base do partido, sentiu a vontade da maioria partidária e tomou uma posição importante.? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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