Tucanos não acreditam no efeito eleitoral da crise

Sentados lado a lado em cerimônia no Palácio do Planalto, dois dos pré-canditados à sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso em 2002 ? os ministros da Saúde, José Serra, e da Educação, Paulo Renato Souza ? mal se olharam.Serra chegou a virar-se para o lado aposto e em apenas um momento durante a cerimônia que durou uma hora os dois trocaram algumas palavras.Nos bastidores, os dois brigam para conquistar a vaga de candidato do partido. Depois da solenidade, Serra não deu declarações, e o ministro da Educação negou o mal-estar. ?Nós até conversamos, falamos mal dos outros?, brincou.Mas ao ser indagado sobre pesquisas de intenção de voto que apontam desempenho ruim de Serra e do governador do Ceará, Tasso Jereissati, não deixou de faturar: ?Só sei que a minha área (educação) foi bem avaliada?.O ministro comentou ainda que no próximo dia 24 o presidente Fernando Henrique fará pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão para anunciar o início do pagamento da bolsa-escola em todo território nacional.Para Paulo Renato, as dificuldades enfrentadas na área energética refletem os índices ruins dos candidatos tucanos, mas não sepultaram ainda uma candidatura governista.?Essa questão energética é conjuntural, e o País irá superá-la em dois ou três anos?, disse o ministro, acrescentando que vários outros locais do mundo enfrentam problemas com a falta de energia.Outro pré-canditado tucano também presente na solenidade, o ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, atribuiu à crise energética o mau desempenho de Serra e Jereissati nas pesquisas. ?É o retrato de um momento, e se o governo fizer o que pode e tem que fazer, tudo será superado?, comentou.

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