Tucanos devem definir hoje critérios para escolha em SP

A comissão executiva estadual do PSDB deve definir, na tarde de hoje, os critérios para a escolha do candidato do partido ao governo de São Paulo. Apesar da força adquirida nas últimas semanas pela candidatura do ex-prefeito de São Paulo, José Serra, o partido terá de encontrar uma solução para a insistência do vereador José Aníbal em manter seu nome como alternativa para a vaga.O vereador, que defendia a permanência de Serra na prefeitura e a realização de prévias para a escolha do candidato ao governo do Estado, é atualmente o único de quatro pré-candidatos a permanecer na disputa.O encontro, que acontece às 14h30, na sede do diretório estadual do PSDB, na capital paulista, deverá contar com a presença dos 20 integrantes da executiva. A direção estadual convidou também todos os tucanos que apresentaram seu nome para a corrida eleitoral em São Paulo, uma lista que inclui, além de Aníbal, o ex-líder do partido na Câmara, deputado Alberto Goldman, o ex-ministro Paulo Renato e o ex-secretário de governo de São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira. Os três já anunciaram oficialmente sua desistência de concorrer ao governo em favor da candidatura de Serra.Diante desse cenário, a executiva tucana deverá decidir entre duas possibilidades. A primeira delas seria manter a realização das prévias para a escolha do candidato, uma alternativa que contraria inclusive a recomendação que vem sendo dada pelas direções nacional e estadual da sigla.Na avaliação de dirigentes tucanos, essa alternativa provocaria um desgaste desnecessário ao partido. Outra alternativa seria a executiva nacional recomendar o nome de um dos dois candidatos ao diretório nacional da legenda, que será encarregado de bater o martelo.Aníbal irá ao encontro com o mesmo discurso das últimas semanas. Ele dirá à direção que mantém sua pré-candidatura e pedirá a definição de um processo de escolha. Entre os argumentos que serão apresentados por ele está o de que a executiva estadual do PSDB não está integralmente unida em torno do nome de Serra para o governo.O vereador disse ter se reunido com dois membros da comissão que manifestaram apoio a sua pré-candidatura. Além disso, segundo ele, outros cinco membros se posicionaram, na semana passada, a favor do estabelecimento de um processo formal para a escolha do candidato.Outro argumento do vereador é que o PSDB não precisava ter aberto mão da prefeitura de São Paulo para manter o governo do Estado. "Eu já disse, lá atrás, que não acho que fosse necessária a renúncia à prefeitura de São Paulo para que o partido possa manter o governo", disse Aníbal, ressaltando que o PSDB tem a estrutura necessária para fortalecer um nome até as eleições.Serra, por outro lado, já afirmou no final da semana passada que não vê problemas na insistência de Aníbal em concorrer à vaga. Ao tornar oficial sua pré-candidatura no final da tarde de sexta-feira, o ex-prefeito afirmou que aceitou deixar a "posição confortável" da prefeitura exatamente por ter recebido o apoio quase integral do PSDB em torno de sua candidatura ao governo paulista.Os motivos que levaram o partido a manifestar esse apoio incluem não apenas a performance sólida de Serra nas pesquisas, mas também a possibilidade de o ex-prefeito alavancar a candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin à Presidência da República. Para completar, dirigentes tucanos têm dito que a força política de Serra ajudaria a estender o leque de alianças do PSDB, atraindo outras siglas para a base tucana. Além de aliados tradicionais como PFL e PPB, o PSDB já teria sido procurado por segmentos do PMDB, PPS e PSB.Seja qual for a decisão da executiva, Aníbal garantiu que acatará qualquer critério de escolha que venha proposto pela comissão. Mas, apesar de a candidatura de Serra ser dada como praticamente certa, o vereador insistiu que não tem um plano alternativo. Ele negou, inclusive, que esteja interessado em ocupar a posição de vice na chapa de Serra, caso o PSDB opte por ter uma chapa pura na eleição para o governo paulista. "Eu sou pré-candidato a governador e não a vice-governador."

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