Tucanos definem palanques até junho

Após o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pedir antecipação na definição do candidato tucano que irá disputar a Presidência, o PSDB fixou junho como prazo para resolver pendências nos palanques regionais a fim de fortalecer o conjunto de alianças em torno do nome que disputará em 2010. O objetivo das lideranças do partido é anunciar, no máximo, até dezembro o candidato. Estão na disputa o governador paulista José Serra e o colega mineiro Aécio Neves. "Se Aécio quiser prévias, vamos fazê-la", disse o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB. "O nosso princípio é articular palanques. Não podemos deixar que os grupos políticos ajam para só depois agirmos", declarou o secretário-geral do partido, deputado Rodrigo de Castro (MG). Os maiores problemas hoje estão em cinco Estados: Rio Grande do Sul, Maranhão, Rio de Janeiro, Paraná e Rondônia. A pressa para solucioná-los tem razão simples: a costura de palanques fortes representa uma primeira vitória na longa batalha que é uma disputa presidencial.O PMDB e o DEM são os principais noivos dos tucanos. Dos 27 Estados, em pelo menos 18 há hoje a tendência de se formar uma aliança oficial com um dos dois partidos. Tudo a depender também de como o PMDB vai se definir nacionalmente, se apoiará o candidato do governo - o principal nome é o da ministra Dilma Rousseff - ou a oposição. Em casos como São Paulo, Pernambuco e Santa Catarina, o desfecho esperado é que os partidos formem uma trinca, dividindo as vagas para governador, vice e as duas de senador. "A nenhum dos três interessa se indispor com o outro. Devemos ter um candidato de consenso da tríplice aliança", diz o deputado licenciado Paulo Bauer (PSDB-SC).

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