Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

Tucanos começam a articular nome de Armínio Fraga para a Fazenda

Ex-presidente do Banco Central passou a ser lembrado por parlamentares para comentar o ministério caso Temer seja cassado ou renuncie ao mandato

Adriana Fernandes e Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2017 | 10h04

BRASÍLIA - Em meio ao aumento das incertezas políticas, o nome do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, passou a ser lembrado para comandar o Ministério da Fazenda, caso o presidente Michel Temer seja cassado ou renuncie ao mandato. No PSDB, partido de sustentação do governo Temer hoje, tucanos já discutem a possibilidade de tentar emplacar Fraga como ministro da Fazenda de um eventual novo governo.

O nome do ex-presidente já tinha sido cogitado quando o presidente Temer estava montando a sua equipe econômica. Ele também foi o "ministro" da Fazenda escolhido por Aécio Neves durante a campanha presidencial de 2014, quando o senador tucano, hoje investigado e com prisão preventiva recomendada pela Procuradoria Geral da República, perdeu a elição para Dilma Rousseff.

Publicamente, deputados do partido evitam falar sobre eventual substituição de Henrique Meirelles do Ministério da Fazenda, sob o argumento de que ainda é cedo, Também alegam que qualquer discussão sobre isso neste momento pode gerar uma instabilidade no mercado. Em reservado, porém, reconhecem que Fraga tem preferência de alguns tucanos, embora uma eventual agenda de reformas seja muito semelhante à de Meirelles.

Apesar das especulações, caciques do partido evitam falar sobre o assunto e veem como um cenário muito perigoso os rumores de nomes, quadro que pode desestabilizar a equipe econômica e piorar a crise. "Era só o que faltava desestabilizar a equipe econômica", comentou um cacique do partido.

O ministro da Fazenda tem dado indicações de que poderia ficar no cargo em um novo governo, o que agradou o mercado financeiro. Tucanos dizem não ter um veto explícito a Meirelles, mas afirmam que há algumas "divergências". "A agenda dele de reformas é a do PSDB, mas temos algumas divergências", declarou um deputado do partido.

Parlamentares do PSDB afirmam que, pela importância do cargo, o comando da Fazenda também entrará na negociação entre os grandes partidos sobre a substituição do presidente Temer.

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