Tucanos buscam renovação em novo congresso

Assustado com a inabalável popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contestado por suas próprias bases por sua performance como oposição, o PSDB está iniciando uma cruzada para mudar a ação, o conteúdo e a organização do partido. Tudo será consolidado em setembro, no segundo congresso nacional dos tucanos - o primeiro foi na fundação, há 19 anos -, no qual será aprovado o novo programa e conhecido o exato tamanho nacional do partido.O PSDB ganhou duas das cinco eleições presidenciais que disputou, tem boas representações no Congresso, mas continua mal distribuído nos Estados, queixa-se seu presidente, o senador Tasso Jereissati: em oito deles não tem um deputado federal e em outros oito, tem apenas um. Uma recente pesquisa Ipsos apurou que para os brasileiros o PSDB (19%) é o partido ''''que mais defende os ricos'''' e PT (44%) é o partido ''''que mais defende os pobres''''. ''''Temos de falar com todas as classes'''', cobra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.''''Hoje os partidos estão quase resumidos ao Congresso. Não pode ser assim, temos de ter representantes no cotidiano da vida'''', acentuou FHC, que aconselhou o PSDB a buscar um programa mais atualizado e, mais que tudo, a ''''levantar crenças, valores, caminhos''''. O que mais aflige o partido, no entanto, é que linguagem usar para fazer uma comunicação eficiente com o povo. A pesquisa Ipsos constatou que o PT (43%) é o partido que ''''fala a linguagem que o povo entende''''; nesse item, o PSDB teve apenas 4%.Saber defenderEsta semana os tucanos fizeram um seminário em São Paulo para elencar temas de interesse da população. Dois grandes painéis com economistas ligados ao partido debateram pontos fracos e fortes do governo Lula e concluíram que os temas existem - falta saber defendê-los. O ex-ministro Pedro Malan lamentou que o partido, ao longo dos anos, não soube defender as privatizações do governo FHC, que mudaram a face do País. ''''Hoje temos 100 milhões de celulares que beneficiam as pessoas, os negócios, e a gente não sabe exaltar isso'''', cobrou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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