Tucanos acusam relator de direcionar CPI do Cachoeira

Parlamentares do PSDB acusaram o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), de direcionar as investigações para atingir o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo. O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) disse que o depoimento do arquiteto Alexandre Milhomem é "vexatório" e "diminui" a importância da comissão de investigação parlamentar.

RICARDO BRITO, Agência Estado

26 de junho de 2012 | 16h10

Sampaio disse que não sabia se o relator está agindo dessa forma a mando do ex-presidente Lula ou por missão partidária. "Todos percebem que o papel do relator é direcionado", criticou.

Cunha rebateu. "O direcionamento não é da relatoria, é do senhor Carlos Cachoeira, que ameaça juízes, que ameaça promotores", afirmou. "Não quero acreditar que Vossa Excelência esteja aqui para defender a organização do senhor Carlos Cachoeira", disse, ressaltando que a organização criminosa teria atuado no governo de Goiás. "Quem deveria prender o contraventor, é seu aliado. Ele sentou aqui nesta cadeira e o chamou de empresário", afirmou.

Os tucanos e o senador Pedro Taques (PDT-MT) contestaram o fato de Odair Cunha não ter questionado Milhomem por ter recebido R$ 10 mil da Alberto & Pantoja, empresa de fachada controlada pelo esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira e que recebeu milhões em recursos da Delta Construções. A empreiteira recebeu mais de R$ 5,7 bilhões para tocar obras do governo federal.

"Nós temos recebido variadas formas de informação. Ele (Alexandre Milhomem) falou que recebeu R$ 50 mil", disse Cunha, lacônico.

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