Tucano vai presidir Câmara de Curitiba pela 8ª vez

O vereador João Cláudio Derosso (PSDB) foi eleito hoje, pela oitava vez consecutiva, presidente da Câmara Municipal de Curitiba. O mandato termina em 2012. Ele concorreu em chapa única e conseguiu o voto de 30 dos 34 vereadores que compareceram à sessão pela manhã. Os outros quatro - três do PT e um do PP - abstiveram-se de votar. Na presidência, Derosso assumirá a prefeitura da capital paranaense todas as vezes em que o prefeito Luciano Ducci (PSB) se ausentar.

EVANDRO FADEL, Agência Estado

30 de novembro de 2010 | 14h46

O prefeito era vice de Beto Richa (PSDB), que se elegeu governador do Paraná.

Eleito vereador pela primeira vez em 1988, Derosso está no sexto mandato na Câmara. O cargo de presidente foi conseguido em 1997, sendo reeleito sucessivamente a cada dois anos. "Todas as eleições que tiveram eu disputei, não fui nomeado", afirmou. Por isso, não se preocupa com quem reforça a necessidade de alternância no poder. "Quem perdeu não teve condições de reunir um grupo político para suceder."

Ele deixou no ar a possibilidade de vir a disputar novamente o mesmo cargo. "A última (eleição) não existe, a última é o adeus final, estou na penúltima, como sempre", afirmou. Derosso prometeu ampliar a transparência na Casa e estabelecer conversas com o governador eleito para que a TV Educativa, pertencente ao Estado, possa transmitir atos do Legislativo municipal. Segundo ele, a possibilidade de assumir a prefeitura foi fundamental na opção pela reeleição no cargo, ao invés de pleitear uma secretaria de Estado.

O vereador Jonny Stica (PT) tentou montar uma chapa de oposição, mas foi vencido pela direção executiva de seu partido, que preferiu a abstenção. O PT também optou por não indicar nenhum nome para compor a mesa diretiva. "O processo está contaminado", alegou o líder da bancada petista, vereador Pedro Paulo. "Nós defendemos sempre a proporcionalidade, que é a representação pelo número da bancada, e isso não foi respeitado." Para ele, caberá à bancada da maioria arcar com possíveis ônus da não alternância no cargo.

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