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Tucano rebate Dilma e diz que indicações do PT estão no alvo da Lava Jato

Senador Cássio Cunha Lima atribui corrupção na Petrobrás a governos petistas ao responder a declarações da presidente, para quem investigações deveriam ter começado na gestão FHC

Daiene Cardoso e Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

20 Fevereiro 2015 | 14h49

Brasília - O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), rebateu o discurso da presidente Dilma Rousseff de que práticas de desvios na Petrobrás poderiam ter sido evitadas se apurações tivessem ocorrido já nos anos 1990, período do governo FHC. Para o tucano, a estrutura de corrupção na estatal se desenvolveu no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e nomes da estatal envolvidos na Operação Lava Jato foram indicações do governo petista.

"As indicações foram feitas no governo dela, as nomeações foram patrocinadas pelos partidos da base, sobretudo pelo PT", pontuou o senador. O tucano disse que apesar da "esmagadora maioria" dos funcionários da Petrobrás serem honestos, foi criada na estatal uma "verdadeira organização criminosa para assaltar o dinheiro público e financiar o projeto de poder do qual ela (Dilma) é a grande beneficiária".


Fazem parte da lista de suspeitos de envolvimento no esquema de desvios apurado pela operação da Polícia Federal três ex-diretores da estatal. São eles Paulo Roberto Costa (Abastecimento), Nestor Cerveró (Internacional) - ambos réus - e Renato Duque (Serviços), atualmente na condição de investigado. Paulo Roberto Costa foi indicado ao cargo pelo PP e deixou a empresa em 2012. Cerveró foi indicado pelo PMDB e Duque comandava diretoria ligada ao PT.

 

O senador afirmou ainda que a reação da presidente demonstra "deslocamento completo da realidade" e "desrespeito" à opinião pública. Na avaliação do líder, a tentativa das empreiteiras de buscarem o ex-presidente Lula são inócuas, uma vez que a Justiça não se deixará contaminar por pressão política. "Com as delações premiadas a Casa Caiu e o Palácio está prestes a ruir", declarou.

Cunha Lima lembrou que nomes envolvidos no mensalão, como o ex-ministro José Dirceu, também voltaram a aparecer nas delações premiadas. "Nunca se viu no Brasil uma estrutura criminosa montada não apenas na Petrobrás, mas em outras áreas do Estado brasileiro, para se perpetuar um projeto de poder. O PT extrapolou todas as medidas, rasgou todos os seus compromissos com a honestidade e ética e dá um topa na cara do povo brasileiro", concluiu.

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