Tucano no governo Kassab é 'problema interno', diz Alckmin

Ex-governador nega que o PSDB esteja rachado, mas diz que é 'natural o partido' ter 'opiniões diferentes'

Gustavo Porto, da Agência Estado,

27 de março de 2008 | 20h26

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) disse hoje que a manutenção de secretários tucanos no governo de Gilberto Kassab (DEM) "é um assunto interno da administração" e que não cabe a ele opinar sobre a entrega ou não desses cargos na Prefeitura paulistana. Indagado se seria possível a permanência dos secretários caso haja uma disputa pela prefeitura paulista entre ele e Kassab, Alckmin despistou: "nosso compromisso com a administração (de Kassab) vai até 31 de dezembro", disse ele, durante a palestra "Qualidade de Vida: o combate ao stress, ansiedade e depressão", na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Apesar de negar que o PSDB esteja rachado, Alckmin defendeu a união do partido e ainda uma candidatura própria para a Prefeitura paulistana. "Nossa proposta é unir o PSDB. Não está rachado, mas é natural que o partido tenha opiniões diferentes", afirmou Alckmin. "O PSDB vai ter candidato próprio com uma proposta para a cidade", completou o ex-governador.Mesmo sem assumir a intenção de disputar a Prefeitura de São Paulo, Alckmin adotou discurso de candidato e disse que é "um homem público à disposição do povo" e "um soldado do partido". Fez até mesmo algumas propostas políticas para a cidade. "É preciso avançar na qualidade de vida, fazer de São Paulo um pólo de atração de investimentos", explicou.   Sobre sua ausência nos dois eventos que o PSDB programou para a noite de hoje na capital paulista - um para arrecadar fundos ao partido e outro pela defesa da candidatura própria a prefeito - Alckmin disse que precisava "ganhar o pão de cada dia" e que a sua palestra fora programada há mais de um mês. "Se eu estivesse em São Paulo, iria aos dois eventos", garantiu.Por fim, o ex-governador disse ainda que o desempenho recorde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na pesquisa CNI/Ibope, divulgada hoje, com 58% de aprovação, "é um retrato do período bom da economia mundial e seus reflexos no Brasil".   Alckmin criticou Lula, dizendo que o governo "está acomodado" e que poderia "ter ido melhor na questão da eficiência e ainda ter feito as reformas estruturais, como a política e a tributária e fiscal", concluiu.

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