Tucano não responde se pediu dinheiro para apoiar o PT

O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) disse que não apoiou o PT na eleição para a Prefeitura em Londrina em 2004, por decisão tomada junto com seu partido. "Eles me procuraram para apoiar Nedson Micheletti (PT), para o nosso partido apoiar. Decidi com o partido que não apoiaria porque o PT fez um governo corrupto. A partir daí, são ilações", afirmou Hauly, em resposta à acusação do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, de que o tucano teria pedido R$ 500 mil, em duas parcelas, em troca desse apoio.Em entrevista no Salão Verde da Câmara, Hauly foi perguntado se teria pedido dinheiro, mas preferiu responder de forma indireta a questão. Também respondeu de forma indireta, atacando a corrupção no PT, quando questionado se negava a denúncia de Bernardo. Ele chegou a se irritar com um repórter que lhe pediu que gravasse uma frase em que ele falasse claramente que não havia pedido dinheiro como forma de facilitar a edição de seu noticiário que é divulgado por meio da internet."Eu preciso que o senhor diga, em uma frase completa: ´eu não pedi o dinheiro´, ´eu não orientei o depoimento de Soraya Garcia´, disse o repórter, referindo-se à acusação de Bernardo de que Hauly estaria por trás do depoimento prestado ontem na CPI dos Bingos pela ex-assessora financeira do PT em Londrina que afirmou que o ministro teria participado de um esquema de caixa 2 durante a campanha eleitoral de 2004, envolvendo a binacional Itaipu. "Você quer colocar palavras em minha boca? Quer que eu diga o que você quer? Não vou fazer isso", reagiu Hauly ao desafio do repórter.Na entrevista de hoje, o deputado tucano disse que desafiava Bernardo a abrir à CPI dos Bingos os sigilos bancários dele e de sua mulher, Gleici, diretora da Itaipu, afirmando que, se Bernardo concordasse, ele faria o mesmo. Hauly afirmou que Bernardo, Gleici, André Vargas, presidente do PT no Paraná, e o líder do PP na Câmara, José Janene (PP), formam uma "quadrilha".

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