Tucano irá ao Conselho de Ética contra Ideli e Mercadante

O senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) disse nesta segunda-feira que vai representar no Conselho de Ética contra a líder do PT, Ideli Salvatti (SC), e o senador Aloizio Mercadante (PT-SP). Onze dias antes de a Polícia Federal estourar a operação para compra do dossiê Vedoin, Mercadante e Ideli se reuniram no Senado com dois dos implicados no escândalo: o ex-secretário de Trabalho Oswaldo Bargas e o ex-diretor do Banco do Brasil Expedito Veloso. Paes de Barros lembrou que a informação foi prestada pelo próprio Mercadante em depoimento sigiloso à Polícia Federal, como divulgou o Estado na última sexta-feira. No depoimento, Mercadante disse que o encontro foi pedido por Bargas. Na ocasião, o então secretário do Trabalho teria sugerido ao PT que aproveitasse a presença do empresário Luiz Antonio Vedoin no Conselho de Ética para vincular ao esquema do superfaturamento de ambulâncias o governador eleito de São Paulo José Serra, o ex-ministro da Saúde e atual prefeito de Piracicaba Barjas Negri e o empresário Abel Ferreira. "Os aloprados se reuniram aqui com dois dos mais ilustres e importantes representantes da bancada do governo", afirmou Paes de Barros. "Quero que o conselho apure se é ético esse comportamento dos senadores". O senador tucano frisou que a iniciativa de representar contra os colegas não o deixa satisfeito, mas que por considerar o episódio comprometedor, não tem como evitar. Também o deputado Fernando Gabeira (PV) disse que pedirá o afastamento da líder do PT das investigações do sanguessugas. Ela é titular da CPI. Mercadante disse que vai conversar com Paes de Barros, antes de comentar sua iniciativa. Segundo ele, o encontro foi "transparente". Já a senadora, afirmou que vai tratar do pedido de Gabeira na própria comissão. Com relação à representação, disse que não pode se manifestar sobre "uma coisa que o senador Antero diz que vai fazer e não fez". Segundo ela, o encontro com Bargas e Expedito foi publicado em blogs e em notinhas de jornais no dia 14 de outubro da forma como ocorreu. Ou seja, ela assegura que recusaram o pedido dos dois aloprados, alegando que o objetivo do conselho era o de investigar suspeitas de envolvimento de três senadores no esquema e não o superfaturamento de ambulâncias.Colaborou Eugênia Lopes

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