Tucano inicia ofensiva para protocolar CPI mista dos cartões

Na quarta, líder do governo protocolou uma CPI no Senado para investigar as compras com cartões corporativos

Andréia Sadi, do estadao.com.br

07 de fevereiro de 2008 | 13h10

O deputado Carlos Sampaio (PSDB) iniciou movimento para recolher assinaturas e protocolar a CPI mista dos cartões corporativos, segundo informou sua assessoria nesta quinta-feira, 7, ao estadao.com.br. "São necessárias 171 (assinaturas) na Câmara dos Deputados e 27 no Senado. A proposta do deputado (Sampaio) é diferente da do governo, que é estranha", disse a assessoria.   Veja também:    Entenda o que são os cartões corporativos do governo   Suplicy defende que CPI apure gastos secretos da Presidência  Após denúncia, governo publica mudanças para cartões  Congresso volta ao com CPI na mira e sete MPs na pauta  Lula nomeia secretário-adjunto para lugar de Matilde  'CPI vai investigar desde 2001', diz Carlos Sampaio     Numa manobra para neutralizar o bombardeio da oposição, o presidente Lula autorizou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), a coletar assinaturas para abrir uma CPI na Casa sobre as compras com cartões corporativos. Detalhe: a CPI pretende investigar as despesas do governo desde janeiro de 1998 até hoje. O período atinge a administração de Fernando Henrique Cardoso, que assumiu a Presidência em 1994 e criou os cartões em 2001.   Para a assessoria do deputado, a CPI mista é um contra-ataque à iniciativa do governo. "É evidente que sim. Não estamos conseguindo entender nada com essa atitude do governo", disse.       As denúncias sobre o uso indevido dos cartões já derrubaram a ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, na sexta-feira passada. Denúncias de uso indevido do cartão corporativo atingiram também os ministros Orlando Silva (Esporte), que devolveu à União os valores gastos nos últimos dois anos, e Altemir Gregolin (Pesca) e os seguranças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva baseados em São Bernardo do Campo. No último caso, a Presidência informou que não se manifestará sobre despesas sigilosas.   (Colaboraram Vera Rosa e Christiane Samarco, de O Estado de S.Paulo)

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