Dida Sampaio / Estadão
Dida Sampaio / Estadão

Tucano é o ‘mais equilibrado’, mas não faz reformas, diz CNI

O presidente da entidade, Robson Andrade, entretanto, diz que, na prática, não há um candidato favorito do setor para a eleição presidencial de 2018

André Borges, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2017 | 05h00

BRASÍLIA - O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, afirmou nesta quinta-feira, 14, que a eventual candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), à Presidência em 2018, seria a “mais equilibrada” para o País, mas que o perfil dele indica que não haveria reformas estruturantes necessárias.

Ao ser questionado sobre os principais nomes que despontam para a eleição, o presidente da CNI foi claro ao dizer que, na prática, não há um candidato favorito do setor. “Nós vamos trabalhar com o presidente que vocês elegerem”, afirmou Andrade, durante almoço realizado em Brasília. “Não tem hoje nenhum por quem brilhem os olhos, alguém com quem a gente possa dizer que os empresários estão empolgados.”

Para ele, o tucano é quem tem a menor rejeição entre os industriais. “O Alckmin é pessoa muito séria. É a pessoa mais equilibrada que tem. Mas não acredito que seja uma pessoa que promova mudanças no Brasil, que vá promover reformas”, disse.

Nesta quinta-feira, a CNI divulgou estimativas sobre o cenário econômico em 2018. A confederação estima que a economia vai crescer 2,6% no ano que vem, depois de um crescimento de 1,1% neste ano. Para a instituição, “a economia brasileira saiu da recessão mais profunda da sua história”. De 2014 a 2018, a economia mundial deve crescer, em média, 3,5%, enquanto o Brasil deverá ter uma queda média de 0,9% ao ano. A CNI defende as reformas apresentadas pelo governo que tramitam no Congresso, como a da Previdência.

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