Tucano dribla críticas a prefeito

Alckmin estréia campanha com agenda cheia e diz que cenário de largada é ?muito positivo? para PSDB

Moacir Assunção, O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2008 | 00h00

Antes da visita a Ermelino Matarazzo, à noite, o candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, cumpriu extensa agenda no primeiro dia de campanha e ouviu, sem endossar, críticas de um líder comunitário do Capão Redondo, na extrema zona sul, ao prefeito Gilberto Kassab (DEM).O presidente da Sociedade Assistencial do Capão Redondo, José Gregório de Jesus, convidou o tucano para ver o córrego Ribeirão dos Brancos e disse, aos gritos, que nenhum prefeito canalizou o curso d?água. "Geraldo, com certeza, vai resolver o problema", afirmou em seguida. O tucano, que chegou a tapar o nariz ao passar pelo local, nada falou. Mais tarde, prometeu atender à reivindicação. O vereador Tião Farias (PSDB), ferrenho defensor da candidatura tucana, ironizou a terceira colocação obtida por Kassab na pesquisa Datafolha. "Nada como uma pesquisinha para criar unidade. Daqui a pouco, está todo mundo junto", comentou, referindo-se aos 11 vereadores do PSDB que apóiam o prefeito. Alckmin, mais uma vez, preferiu não se manifestar.PESQUISASobre o seu desempenho na pesquisa, o candidato disse considerar o cenário "muito positivo". "Estamos lá em cima, com 31% e baixa rejeição. No segundo turno, estamos ganhando", comentou Alckmin.Sua agenda do primeiro dia foi intensa: recebeu apoio do dono de uma peixaria, visitou um doente - para quem pediu uma ambulância do Samu -, tomou café em uma padaria de bairro e, por fim, refutou qualquer efeito colateral do caso Alstom na candidatura. "Não há nenhuma ligação com o meu governo", garantiu. No Capão Redondo, ele viveu um episódio inusitado. Na Rua da Calma, um Corsa preto havia tombado num buraco e estava prestes a cair em um riacho. Ao se aproximar, Alckmin escorregou e quase caiu. Um grupo finalmente ajudou a tirar o carro, sob aplausos. Alckmin ficou na "coordenação".

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