Tucano do Rio teme debandada de prefeitos

No RS, Lorenzoni diz que pesquisa é alerta para 'humildade e valorização dos parceiros'

Alfredo Junqueira, Tiago Décimo , Evandro Fadel e Elder Ogliari, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2010 | 09h02

O presidente do PSDB do Rio, José Camilo Zito, afirmou que o resultado da pesquisa CNI/Ibope, com Dilma Rousseff (PT) à frente de José Serra (PSDB), vai dificultar ainda mais a campanha do tucano no Estado. Segundo ele, prefeitos do partido já o avisaram de que vão pedir votos para Dilma.

 

Veja também:

Para PSDB, é hora de ajustar agenda e afinar discurso

 

"Isso já vinha ocorrendo porque o uso da máquina é muito forte. Em alguns municípios, mesmo administrados pelo PSDB, esse uso de máquina faz com que os prefeitos entrem para a campanha deles", disse Zito, que também é prefeito de Duque de Caxias, principal cidade administrada pelo PSDB no Rio.

 

A pesquisa CNI/Ibope abriu espaço para pelo menos um aliado do tucano no Rio Grande do Sul criticar o comando da campanha. "A fotografia do momento serve para uma reflexão: é preciso humildade e valorização dos bons parceiros", afirmou o deputado Onyx Lorenzoni (DEM).

 

A frase reflete uma circunstância regional. Lorenzoni lamenta que o segundo palanque gaúcho, que DEM, PTB e PPS articulavam em torno do petebista Luís Augusto Lara, e oferecido ao PSDB ao longo de 40 dias, não tenha se viabilizado por falta de interesse dos tucanos. "Essa composição tinha grande poder de mobilização na região metropolitana de Porto Alegre, que concentra 4 milhões de votos, e na qual o PT é muito forte", diz Lorenzoni.

 

Paraná. Principal difusor da campanha tucana no Paraná, o ex-prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB) minimizou os números da pesquisa. "A campanha ainda não começou", argumentou. "Há uma exposição excessiva da adversária, aproveitando eventos com o presidente Lula."

 

Para Richa, não deve haver mudança na campanha Serra, que tem poupado o governo Lula de críticas mais duras. "É o estilo dele, não adianta querer mudar para uma campanha agressiva porque nem cairá bem com o Serra."

 

"Dono" do palanque de Serra na Bahia, o candidato do DEM ao governo do Estado, Paulo Souto, não quis comentar a pesquisa. Mas integrantes de sua campanha criticaram a concentração de exposição de Serra na mídia no período da Copa do Mundo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.