Tucano desiste de levar 4ª denúncia contra Sarney ao conselho

Virgílio queria que presidente do Senado explicasse emprego de namorado da neta, mas foi demovido da ideia

Agência Estado,

21 de julho de 2009 | 11h48

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), desistiu de apresentar a quarta denúncia ao Conselho de Ética da Casa contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A ideia de Virgílio era questionar Sarney sobre a revelação feita por reportagem do jornal O Estado de S.Paulo de que gravações da Polícia Federal, durante a Operação Boi Barricada, revelariam que Sarney teria pleiteado um emprego para o namorado de sua neta, que acabou contratado por ato secreto.

 

Segundo uma análise feita por técnicos da liderança do PSDB, a denúncia não tem respaldo legal, pois a acusação seria apenas imoral. Então, aconselhado pelo partido, Virgílio vai pedir ao primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), que seja aberto novo processo administrativo contra o ex-diretor geral da Casa, Agaciel Maia.

 

Agaciel Maia já responde a um processo administrativo, acusado de ser o responsável pela edição dos 663 atos secretos que foram editados pela administração do Senado nos últimos 14 anos. Se for julgado culpado, ele pode ser demitido do Senado.

 

Virgílio já apresentou outras três denúncias ao Conselho de Ética contra o senador José Sarney. Duas delas responsabilizando o presidente do Senado por envolvimento no suposto esquema de desvio de dinheiro de incentivo cultural dado pela Petrobras à Fundação José Sarney e a outra denúncia pede apuração pela responsabilidade de José Sarney na edição dos atos secretos.

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