Tucano defende quatro representações do PSDB contra Sarney

Virgílio é contrário a apenas um pedido por temer que presidente do conselho arquive caso 'numa só canetada

Agência Brasil,

28 de julho de 2009 | 15h21

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), defende que o partido encaminhe ao Conselho de Ética quatro representações, em vez de uma, contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). Em nota, o parlamentar argumenta que quatro representações evitariam que o presidente do conselho, Paulo Duque (PMDB-RJ), considerado aliado de Sarney, arquivasse "numa só canetada" a possibilidade de investigação do peemedebista por quebra de decoro parlamentar. O senador tucano acrescentou que caso o DEM não recorra também ao colegiado, caberá ao partido relatar uma das quatro representações do PSDB.

 

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A representação - ou representações - será apresentada no fim da tarde desta terça-feira, 28, ao Conselho de Ética, de acordo com o presidente do partido, Sérgio Guerra (PE). Mais cedo, o parlamentar disse à Agência Brasil que "quem arquiva uma (representação) arquiva quatro". A assessoria jurídica do PSDB ainda avalia esta questão.

 

A primeira denúncia apresentada por Virgílio pede a investigação de José Sarney por suposta responsabilidade indireta no escândalo dos atos secretos do Senado por Sarney. Segundo o líder, Sarney foi o responsável pela indicação de Agaciel Maia, investigado por uma série de irregularidades administrativas enquanto ocupou a Diretoria-Geral do Senado.

 

Outra denúncia, que será assumida agora pelo PSDB, acusa o presidente do Senado de envolvimento direto no desvio de recursos de patrocínio da Petrobras, liberados para a Fundação José Sarney.

 

O último pedido de investigação ao Conselho de Ética, encaminhado por Arthur Virgílio, responsabiliza José Sarney diretamente na elaboração e assinatura de atos secretos. O parlamentar toma como base a divulgação das gravações telefônicas - feitas com autorização judicial pela Polícia Federal - em que aparece Sarney numa conversa com o filho, o empresário Fernando Sarney, tratando de um emprego para o namorado de uma das netas do presidente.

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