Tucano dará parecer sobre Afif no dia em que vice deve substituir Alckmin

Deputado Cauê Macris (PSDB) é relator do processo da perda de mandato do vice-governador, que assumiu pasta no governo Dilma

Fernando Gallo, O Estado de S. Paulo

04 Junho 2013 | 18h58

SÃO PAULO - O relator do processo de perda do mandato do vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD) na Assembleia de São Paulo, deputado Cauê Macris (PSDB), vai apresentar seu parecer sobre o caso na próxima terça-feira (11), dia em que ocorrerá a reunião sobre a Expo 2020 em Paris.

Em tese, Afif poderá estar no exercício do cargo de governador, caso o titular, Geraldo Alckmin (PSDB) vá ao evento na França. Nesta terça-feira, Alckmin colocou essa possibilidade em dúvida, ao afirmar que "o Estado de São Paulo estará bem representado pelo secretário Júlio Semeghini [Planejamento] ou por mim. Essa definição de quem representará o Estado vamos dar mais ao longo da semana".

O governador, contudo, disse ser "muito provável que [eu] vá sim".

Macris pediu nesta segunda-feira à noite a prorrogação, por mais 15 dias, do prazo que tinha para apresentar o relatório, que venceria na quinta-feira. Contudo, segundo apurou o Estado, decidiu apresentá-lo antes do prazo limite para não dar a sensação de que a Assembleia empurra o assunto "com a barriga".

O deputado não opinará sobre o mérito do caso, mas sobre a admissibilidade dele pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Apesar disso, será um indicativo do que o PSDB decidiu fazer com a questão. Até agora, o Palácio dos Bandeirantes não deu nenhuma orientação aos deputados tucanos e a bancada não fechou posição sobre a perda do mandato.

Outros partidos. O PT, que tem três integrantes na comissão, ficará do lado de Afif, neoaliado. O partido avalia que não há previsão legal sobre o acúmulo de cargos do vice e que, portanto, a Casa não deve se manifestar.

O PTB também deve ficar ao lado de Afif. O líder do partido, deputado Campos Machado, informou, por sua assessoria, que, se houver alguma condenação ao vice-governador, que seja "moral" e não "jurídica". O PTB tem um deputado na CCJ.

O PSD, partido do vice-governador, que também conta com um integrante - o deputado José Bittencourt -, por óbvio, também defenderá Afif.

Os demais oito votos dos 13 totais são considerados incertos. O maior temor do Palácio dos Bandeirantes é que o PSDB venha a ficar sozinho na defesa da perda de mandato de Afif. Apenas neste caso, integrantes do governo avaliam que pode haver interferência do Executivo no processo.

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