Tucano articula criação de CPI para investigar Receita

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) começou a articular, hoje, a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a violação de dados fiscais de cinco pessoas ligadas ao alto escalão tucano, entre elas a filha do presidenciável José Serra, Verônica Serra. A CPI da Receita Federal seria, na avaliação do parlamentar, a forma mais rápida de se chegar até os mandantes da quebra de sigilo. "Não existe instrumento mais ágil do que uma CPI", defendeu.

CAROL PIRES, Agência Estado

02 de setembro de 2010 | 19h46

Vice-líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Carlos Sampaio defendeu que a CPI seja mista - formada por senadores e deputados. O tucano encaminhou cópia do requerimento para os presidentes dos partidos de oposição coletarem as assinaturas dos congressistas. Para o PSDB, a campanha de Dilma Rousseff, candidata à Presidência pelo PT, pode ter se munido de informações da Receita Federal para interesses políticos.

Sampaio também desafiou Dilma a endossar a CPI, uma vez que a petista defendeu a rápida apuração do caso. "Se realmente essa vontade existe, que seu partido subscreva essa CPI para apurarmos da maneira mais ágil tudo o que está acontecendo na Receita", disse.

No entanto, o senador Alvaro Dias (PR), vice-líder do PSDB no Senado, ressaltou que em meio à campanha eleitoral, com o Congresso esvaziado pelo recesso branco, seria muito difícil conseguir as assinaturas necessárias para instalar a CPI. "O caso justifica uma CPI, mas o momento a inviabiliza. Será difícil conseguir as assinaturas, e o governo a abafaria facilmente, porque, afinal, eles já se tornaram especialistas em abafar CPIs."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.