TST intervém em greve anunciada na Petrobras

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Almir Pazzianotto, determinou nesta sexta-feira cedo que os funcionários da Petrobras e da subsidiária Transpetro mantenham pelo menos 50% das operações de transporte e de carga e descarga de combustíveis e gás. A decisão foi tomada atendendo a pedido das duas empresas, que informaram ter recebido na véspera comunicado da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Aéreos nos Portos e na Pesca de que os trabalhadores fariam uma "greve de advertência" a partir das 11 horas desta sexta-feira. Além de determinar a manutenção de 50% das atividades, o presidente do TST estabeleceu ainda uma multa de R$ 100 mil diários para a Confederação Nacional dos Trabalhadores, no caso de descumprimento da sua decisão.Pazzianotto marcou para as 10 horas do dia 1º de março a audiência de conciliação referente ao dissídio de greve. A audiência vai acontecer no próprio Tribunal Superior do Trabalho. Na petição feita ao tribunal, a Petrobras e a Transpetro alegaram que não foram obedecidos prazos de comunicação previstos em lei e que a paralisação foi "convenientemente" marcada para a sexta-feira que precede o carnaval, aumentando os riscos de desabastecimento, em especial no Rio de Janeiro, Salvador, São Sebastião e Bacia de Campos. Ao despachar a liminar solicitada pelas empresas, Pazzianotto disse que as atividades exercidas pela Petrobras são "inadiáveis para a comunidade, não podendo ser abruptamente interrompidas por movimento grevista de qualquer natureza".

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