Marcelo Sayão/EFE
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TSE substitui 1.695 urnas eletrônicas com problemas em todo o País

No Rio, uso de dados biométricos do Detran-RJ pegou de surpresa os eleitores do Estado

Lorenna Rodrigues, Amanda Pupo, Denise Luna,, O Estado de S.Paulo

07 Outubro 2018 | 11h46
Atualizado 07 Outubro 2018 | 18h20

O número de urnas eletrônicas que apresentaram problemas e foram substituídas em todo o País subiu para 1.695, informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste domingo, 7. O último boletim foi atualizado às 17h02 pelo tribunal. As urnas foram trocadas por outras eletrônicas que fazem parte da reserva de contingência.

Até as informações mais recentes, urnas com problema representam 0,33% do total. De acordo com o TSE, foi necessária a realização de votação manual em uma seção eleitoral em Três Coroas, no Rio Grande do Sul, única até o momento.  

Entre o último boletim divulgado pelo tribunal, das 16h, e o atual, houve substituição de 410 urnas. 

Minas Gerais continua liderando com o maior número de substituições, 438 urnas trocadas. O Estado é seguido por Pernambuco (192), São Paulo (163) e Rio de Janeiro (145).  

Em termos porcentuais, as trocas foram feitas principalmente em Sergipe (1,36%), Roraima (1,08%), Pernambuco (0,89%) e Amapá (0,87%). 

Eleitores no Rio de Janeiro enfrentam filas

No Rio, o uso de dados biométricos do Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran-RJ) pegou de surpresa os eleitores do Estado. O pedido de identificação digital nas seções eleitorais mesmo a quem não fez o cadastro biométrico aumentou o tempo de votação e provocou filas em diferentes zonas eleitorais da Capital, segundo relatos ouvidos pelo Estado.

Com o cruzamento de dados, eleitores que não fizeram o cadastramento biométrico do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas estão na base de dados do Detran, foram orientados pelos mesários a fazer a leitura da digital. Além disso, foram proibidos de assinar a lista de votação. O procedimento gera demora, já que a determinação do TRE-RJ é que sejam feitas quatro tentativas de leituras biométricas.

“Obrigação não tem, tem uma recomendação. Por quê? Com esse aproveitamento de dados que nós estamos fazendo com o Detran, que é de forma pioneira até no País, nós tivemos um aproveitamento da base de identificação civil, foi um convênio feito com o próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral), para que no futuro seja possível até a dispensa do eleitor comparecer na justiça eleitoral para realizar o mesmo cadastramento biométrico”, defendeu Adriana Brandão, diretora-geral do TRE-RJ.No Rio de Janeiro, cerca de 4,6 milhões de eleitores terão os dados biométricos do Detran-RJ aproveitados nas urnas eletrônicas. Caso a biometria não funcione, o eleitor tem direito a votar através da identificação manual.

Ela ainda informou neste domingo que por razão de corte nos custos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou no ano passado a extinção de zonas eleitorais para reduzir os gastos dos tribunais regionais, e por este motivo as filas para votação no Rio de Janeiro estão mais longas do que o de costume. Ela descartou que as filas estejam sendo causadas por problemas no registro biométrico, que segundo ela estão funcionando dentro do esperado.

“No ano passado, o TSE baixou resolução determinando a extinção de diversas zonas eleitorais, isso resultou no agrupamento de seções em outras zonas. No caso do Rio de Janeiro houve extinção de 84 zonas, antes eram 244 zonas eleitorais e hoje 165”, explicou Brandão.

Outro dado que estaria aumentando o tempo de votação é o grande número de candidatos, um a mais do que em outros anos, e o fato de ter a votação em dois senadores, informação desconhecida por alguns eleitores, na avaliação da diretora.

São Paulo

TRE-SP  informou que 60 urnas eletrônicas apresentaram falhas na manhã deste domingo, 7, e foram substituídas - esse número representa 0,06% do total de urnas no Estado de São Paulo. Também houve o registro de atraso no início da votação em 1.492 urnas. Segundo o desembargador Carlos Eduardo Padim, presidente do tribunal, as ocorrências são consideradas normais. 

"A votação segue com tranquilidade, absolutamente normal  [as ocorrências] tendo em vista a dimensão do processo eleitoral no Estado", disse. Segundo ele, a maior parte dos atrasos ocorre por questões não relacionadas às urnas.

Goiânia

Em Goiânia (GO), o presidente de uma seção em um dos maiores colégios eleitorais da cidade, o colégio Pedro Gomes, no setor Campinas, não apareceu para o trabalho. A ausência provocou um atraso de uma hora na abertura da seção e o presidente poderá responder por crime eleitoral, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Goiás. Não há até o momento outras ocorrências graves no Estado e as eleições correm com tranquilidade, debaixo de muita chuva na capital. O Estado tem 4,5 milhões de eleitores. / Colaboraram Camila Turtelli, Renata Batista e Daniela Amorim

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