TSE pede a Lula Forças Armadas para garantir eleição no Rio

TRE entregou a Ayres Britto o mapeamento das áreas que precisam de apoio de tropas durante a campanha

REUTERS

21 de agosto de 2008 | 20h04

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, solicitou nesta quinta-feira, 21, ao governo federal o envio das Forças Armadas para reforçar a segurança das eleições no Rio de Janeiro. As tropas vão atuar em conjunto com a Polícia Federal, Polícia Rodoviária, Polícia Militar e Polícia Civil do Rio de Janeiro, sob a coordenação do Exército, disse Ayres Britto.   Lula deverá encomendar ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, que adote as providências necessárias para enviar os homens das forças federais para o Rio.   Veja também: Candidatos reagem a 'currais' do tráfico e milícias no Rio Conheça os candidatos a prefeito no Rio  Especial tira dúvidas do eleitor sobre as eleições    Veja as regras para as eleições municipais "Ficará a cargo do ministro (Nelson) Jobim (Defesa) quantificar o contingente a atuar no Rio de Janeiro e a data de envio", afirmou o presidente do TSE a jornalistas. Ayres Britto estima o público alvo a ser atendido pelas tropas em um milhão de pessoas. Segundo ele, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral lhe telefonou nesta quinta-feira pedindo o envio das tropas o mais rápido possível. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), Roberto Wider, entregou a Ayres Britto o mapeamento das áreas que precisam de apoio de tropas durante a campanha eleitoral. O trabalho feito em conjunto com a Secretaria de Segurança do Estado identificou 20 comunidades que se qualificam como "zona sensível" e devem receber tropas. As prioritárias, segundo Wider, estão na região metropolitana do Rio, Caxias, Nilópolis e Nova Iguaçu. "Niterói ficaria para um segundo momento", disse o presidente do TRE. Wider evitou dar os nomes das comunidades, e perguntado sobre o morro da Providência onde soldados do Exército entregaram moradores da comunidade a um grupo rival, que os executou, disse que o caso foi pontual, "mas é claro que a gente teme (conflitos)".   Ayres Britto afirmou que está conversando há 12 dias com Jobim. Ele também manteve contatos freqüentes com o governador do Rio de Janeiro e com o presidente do TRE do Rio.O envio de tropas ao Rio foi determinado para garantir os direitos de candidatos, eleitores e da imprensa, que vinham sendo ameaçados por traficantes e milicianos de comunidades carentes do Estado.   (Com Mariângela Gallucci, de O Estado de S.Paulo)

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