TSE não quer mudar sistema de votação eletrônica

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nelson Jobim, garantiu hoje que pretende ir ao Congresso Nacional, na próxima quarta-feira, para tentar convencer os parlamentares a não alterar o sistema de votação eletrônica, utilizado com sucesso nas eleições passadas. Isso porque no Legislativo tramitam alguns projetos sobre o assunto, sugerindo alteração no atual sistema. Jobim destacou que pretende apresentar aos parlamentares a inconveniência de algumas propostas, tais como a impressão do voto. Para o presidente do TSE, caso se adote a impressão de um comprovante de voto, para conferência do eleitor ou eventual recontagem, haverá uma perda para o processo, pois seria introduzida uma série de dificuldades. "É o caso da adaptação das urnas para inclusão das impressoras de bobinas de papel, sem falar no risco de o eleitor usar esse comprovante como recibo para a venda do seu voto", destacou.O presidente do tribunal, que participa do III Encontro do Colégio de Corregedores de Tribunais Regionais Eleitorais, em Mato Grosso, deu essas declarações através de sua assessoria de imprensa. Segundo ele, as dúvidas a respeito da utilização da urna eletrônica decorrem da "síndrome de ciúme de paternidade, que impediu que os conhecimentos técnicos sobre o equipamento fossem detalhados para a sociedade, em especial aos partidos políticos".Jobim acredita que, se não for possível brecar as mudanças no sistema de votação eletrônica defendidas pelos parlamentares, o TSE irá acompanhar de perto todas as discussões, "para minimizar os problemas que deverão surgir". Ele argumentou, por exemplo, que se for aprovada a exigência de eleição manual em 3% das urnas, incluída em um dos projetos que tramitam no Congresso, o Brasil terá 12 mil seções com votação tradicional. O que vai representar um retrocesso no atual processo, que é um modelo reconhecido de eficiência, segurança e agilidade em todo o mundo.

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