TSE: dois Estados terão registro biométrico

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pretende realizar votação biométrica nas próximas eleições integralmente em dois Estados brasileiros, segundo informou hoje o ministro Ricardo Lewandowski. "Estamos realizando investimentos maciços em tecnologia, sobretudo na identificação biométrica", disse.

CÉLIA FROUFE, Agência Estado

31 de outubro de 2010 | 21h23

Segundo o presidente do TSE, no primeiro turno, o índice de reconhecimento desses aparelhos foi de 97% dos eleitores de um total de 1,2 milhão espalhados em 60 cidades e 23 Estados. "Acredito que avançamos em relação a esse número no segundo turno", previu. O ministro admitiu que a novidade causou "alguma dificuldade" nos lugares em que foi implantada. Alguns mesários não estavam familiarizados com o equipamento e alguns trabalhadores manuais apresentaram pouca possibilidade de leitura digital.

"Nossa previsão é que em 2017 tenhamos em todo o País a nova tecnologia de identificação, com a estimativa de 155 milhões de eleitores na ocasião, todos identificados biometricamente", disse o presidente do TSE. Isso anularia, de acordo com ele, a possibilidade de fraudes e equívocos. Além disso, a urna biométrica diminui as filas nos locais de votação.

Lewandowski afirmou também que, no primeiro turno, satélites ficaram congestionados e que a medida adotada agora foi a de enviar os dados criptografados em horários distintos para evitar o congestionamento no fluxo de informações.

O ministro disse ainda que, com a presença de observadores de países, pode-se esperar a implantação do sistema brasileiro de votação, com a urna eletrônica, em outras nações nos próximos anos. "Creio que podemos esperar alterações legislativas para que possam adotar o nosso sistema".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.