TSE devolverá ao PPS mandato de infiel, diz presidente da sigla

Roberto Freire quer de volta o mandato do deputado Geraldo Resende, que foi para o PMDB

NERI VITOR EICH, Agencia Estado

07 de novembro de 2007 | 19h32

O presidente do PPS, Roberto Freire, disse confiar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declare vago o mandato eletivo ocupado pelo deputado federal Geraldo Resende, que trocou o partido pelo PMDB depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os mandatos pertencem aos partidos e não aos políticos eleitos.   Pedido de declaração do mandato de Resende foi apresentado nesta quarta-feira, 7, ao TSE pela Direção Nacional do PPS, que pediu ao tribunal a convocação da suplente, professora Mara Eulália Carrara (PPS-MS), para assumir a vaga.Freire lembrou que, no entendimento do presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello, em caso de vacância de mandato no Legislativo, quem assume é o primeiro suplente da legenda abandonada pelo parlamentar, e não o mais votado da coligação formada para a campanha eleitoral. Em Mato Grosso do Sul, o PPS se coligou com o PMDB. "A vinculação é clara: os votos eram partidários, vêm para o partido e vão se somar àqueles do primeiro suplente da legenda e não a um partido estranho que tenha se coligado na eleição", afirmou Roberto Freire.Segundo nota distribuída pelo PPS, também a professora Mara Eulália Carraro está confiante: "Minha expectativa é a mesma do partido, que é a de reaver aqueles votos que o eleitor colocou nas urnas em prol do PPS", disse. Ela estava com os dirigentes do partido que foram ao TSE protocolar o pedido.

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