TSE cassou 215 políticos por compra de votos em oito anos

Balanço feito a partir de 1999 mostra que o cargo de prefeito foi o que sofreu maior número de cassações

28 Setembro 2007 | 14h41

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou 215 políticos por compra de votos desde 1999, quando a Lei de Eleições entrou em vigor, segundo levantamento do órgão. O cargo político que sofreu maior número de cassações foi o de prefeito, com 101 afastamentos. Em segundo, aparecem os vice-prefeitos com 53, e vereadores, com 51. O balanço foi feito com base em mais de duas mil ações analisadas pelo TSE sobre a questão.  Em levantamento anterior, apenas relativo ao período de 2004 a fevereiro de 2007, 203 políticos foram cassados pelo TSE. Nesta nova apuração, foi incluído o período de 1999 a 2001, dentro do qual foram registradas 12 cassações, sendo cinco prefeitos, cinco vices e dois vereadores.  Em 2002, foram cassados 25 políticos - 11 prefeitos, seis vice-prefeitos e oito vereadores. Além disso, outros 10 políticos foram multados. Em 2003, o número de registros ou diplomas/mandatos cassados subiu para 28. Foram três deputados estaduais (AC, ES e MG), um federal (AP) e um senador (AP), além de 16 prefeitos, seis vice-prefeitos e um vereador. Um político foi multado. Em 2004, 20 políticos foram cassados por compra de votos, sendo um governador (RR), dois deputados federais (MT e AC), 12 prefeitos, três vice-prefeitos e dois vereadores. No ano seguinte à eleição municipal, o TSE cassou 89 registros de candidatura ou diplomas/mandatos de políticos. Destes, foram punidos um deputado federal (CE), um deputado estadual (SP), 40 prefeitos, 21 vice-prefeitos e 26 vereadores. Naquele ano, 14 políticos foram multados.  Em 2006, o TSE cassou 41 registros ou diplomas/mandatos de políticos, sendo 17 prefeitos, 12 vice-prefeitos e 12 vereadores. Três políticos acabaram sendo multados. Em 2007, nenhum político foi cassado ainda.

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