Jim Lo Scalzo/EFE/EPA
Jim Lo Scalzo/EFE/EPA

Trump indica diplomata de carreira como novo embaixador dos EUA no Brasil

Nomeação de Todd Chapman ainda depende da aprovação do Senado dos EUA; diplomata já atuou no Brasil anteriormente

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2019 | 02h30

WASHINGTON - O presidente americano, Donald Trump, nomeou nessa quarta-feira, 16, o novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil. O diplomata de carreira Todd Chapman, que há alguns meses dirigia a embaixada americana no Equador, deve ser o novo responsável por intermediar o diálogo da Casa Branca com o governo brasileiro. A confirmação da nomeação, no entanto, ainda depende da aprovação do senado dos EUA.

Chapman trabalhou em Brasília, entre 2011 e 2014, como ministro conselheiro na embaixada americana. Antes de ingressar na carreira diplomática, em 1990, Chapman também teria trabalhado como consultor no país, segundo a Casa Branca.

O diplomata foi embaixador no Equador, desde janeiro de 2016 até meados deste ano, sendo testemunha da aproximação entre Quito e Washington desde que o atual presidente equatoriano, Lenin Moreno, assumiu o cargo há dois anos. Chapman deixou o país antes do início dos protestos violentos que tomaram as ruas do país sul-americano.

Antes de ser embaixador no Equador, Chapman foi subsecretário adjunto de assuntos políticos e militares no Departamento de Estado, coordenador adjunto superior de assuntos econômicos da embaixada americana em Kabul (Afeganistão), e chefe de missão adjunto da embaixada americana em Maputo (Moçambique). O diplomata também ocupou cargos nas embaixadas dos Estados Unidos na Bolívia, Costa Rica, Nigéria e Taiwan.  A embaixada dos EUA em Brasília está sem titular desde novembro do ano passado, com a saída de P. Michael McKinley.

Eduardo Bolsonaro

Em julho, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que indicaria o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), seu filho, para o posto de embaixador do Brasil em Washington. A indicação, no entanto, ainda não foi formalizada. 

O nome do deputado está longe de ter os votos necessários para ser aprovado no Senado. Uma atualização de levantamento do Estado feita no começo de outubro mostra que, mesmo depois de fazer “campanha” na Casa, o filho “03” do presidente tem apenas 15 dos 41 votos necessários – mesmo número registrado em agosto. / Com EFE

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