Troca em comissão ameaça orçamento

Se votação atrasar, governo terá de enfrentar um novo colegiado

Eugênia Lopes, O Estadao de S.Paulo

09 de fevereiro de 2008 | 00h00

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), vai reunir na segunda-feira os líderes partidários para tentar definir quem serão os presidentes das 20 comissões permanentes da Câmara na nova legislatura. Como as mudanças podem implicar contratempos na agenda do Congresso, principalmente na votação do Orçamento, o governo terá de correr para conseguir aprovar a proposta orçamentária de 2008 pela atual Comissão Mista de Orçamento. Os 84 deputados e senadores titulares e suplentes da comissão têm mandato até 25 de março, data fatal para que sua composição seja alterada.A votação do Orçamento deste ano atrasou depois que os senadores derrubaram, em dezembro, a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Por isso, a proposta de 2008 está sendo refeita para adequar cortes de R$ 20 bilhões, necessários com o fim da CPMF. O senador Francisco Dornelles (PP-RJ), um dos sub-relatores, vai apresentar parecer na terça-feira com a inclusão dos cortes. O relator José Pimentel (PT-CE) deverá incorporar as propostas de Dornelles e apresentar seu texto final daqui a dez dias. "Acredito que votamos até o fim deste mês o Orçamento", disse o deputado Carlito Mers (PT-SC), ex-relator do Orçamento.Na reunião de segunda, Chinaglia deverá dar o prazo até o fim da semana para que os líderes indiquem os presidentes de cada uma das 20 comissões permanentes da Câmara. Considerada a mais importante da Câmara, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ficará novamente com um deputado do PMDB - partido com a maior bancada da Casa e, por isso, com direito a fazer a primeira escolha. A presidência da CCJ está sendo reivindicada pelo deputado Eduardo Cunha (RJ), ligado ao ex-governador Anthony Garotinho e ao presidente da Assembléia do Rio, Jorge Picciani.

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