Troca de delegado dará à Satiagraha melhor inquérito, diz Tarso

Criticado pelo governo pela suposta espetacularização da operação, Queiroz deixou as apurações na sexta

REUTERS

22 de julho de 2008 | 17h19

A substituição do delegado Protógenes Queiroz por Ricardo Saadi no comando das investigações da Polícia Federal que levaram à prisão o banqueiro Daniel Dantas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas garantirá à Operação Satiagraha um melhor inquérito. A opinião é do ministro da Justiça, Tarso Genro.  Veja também:Delegado que deixou caso Dantas inicia curso da PF em BrasíliaOuça trechos da reunião que decidiu a saída do delegado  Juiz aceita denúncia e Daniel Dantas vira réu por corrupção ativa Entenda como funcionava o esquema criminoso Veja as principais operações da PF desde 2003 As prisões de Daniel Dantas "O inquérito será mais técnico, profundo e sem lances publicitários", disse nesta terça-feira o ministro em entrevista a jornalistas. "Não terá os erros contidos (no inquérito produzido por Protógenes), que não invalidam o trabalho de provas que foi feito." Criticado pelo governo pela suposta espetacularização da operação, Queiroz deixou as apurações na sexta-feira. Oficialmente, o delegado decidiu se afastar para fazer um curso da Academia da Polícia Federal. O governo tenta rebater os rumores segundo os quais o delegado teria sido pressionado pelo fato de ter investigado o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Queiroz, entretanto, queixou-se ao Ministério Público Federal em São Paulo de que a cúpula da PF teria sabotado as investigações. Afirmou ainda que foi afastado da operação. O ministro da Justiça procurou minimizar o impacto do episódio sobre a Polícia Federal.  "Houve uma instabilidade momentânea. Para nós, esse é um assunto que está resolvido", concluiu.

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